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sexta-feira, maio 14, 2010

Vaidade académica e preconceito desmedido

Com elevadas potencialidades para se destacar das outras nações, o povo português, do qual faço parte, não o consegue fazer em todo o seu explendor, no meu ponto de vista, por diversas razões.
Com alinhamento aleatório, vejamos:
1º - Somos um povo com vaidade académica e preconceito monstruosamente desmedido.
2º - Não planeamos, preferindo improvisar e remediar.
3º - Vivemos num medo obscuro de represálias se mostrarmos diferenças em opinião ou comportamento.
4º - Somos um povo invejoso do seu par.
Pode parecer um pouco (muito) brusca a minha opinião, no entanto vejamos:
Em Espanha, França, Itália, Alemanha ou nalgum país nórdico, doutor(a) é aquele(a) pessoa formada em medicina. Assim são tratados. Os outros formados são Psicólogos, radiologistas, Advogados, etc..., não perdendo com isso a categoria académica adquirida.
Em Portugal tudo o que mexe e não tem formação académica ao nível das engenharias, é doutor. Mesmo aqueles que não têm o 5º Ano de escolaridade, mas que no entanto ocupam um lugar administrativo na empresa do sogro, pai ou avô, vestem fato e gravata, têm um gabinete só deles e um computador portátil onde podem semear e colher produtos agricolas na FarmVille.
A estes, pela posição que ocupam, tratam-nos por Dr.. Pior que isso, intitulam-se de Dr..
O preconceito está instaurado. Quem não for Dr. ou Eng., por grande parte do poder de decisão, não tem competências. É uma estupidez.
Quanto à planificação, é residual o número ou percentagem de organizações, públicas ou privadas, que a têm. Não existem rotinas e comportamentos planificados que trariam maior e melhor rentabilidade e rendimento.
Com a cdapacidade única que temos
de "desenrascar" e improvisar, se planificássemos, estariamos muito à frente.
Não opinamos abertamente porque temos medo de represálias. Elas, na verdade e ainda que não admitidas, existem. E existem porque nos sitios de decisão, exitem algumas pessoas sem caracter e com elevados níveis de frustação de vida que utilizam essa sua posição para desferirem essas represálias.
Tememos inovar com medo dos comentários depreceativos (outra característica tipo).
Somos cinzentões, medrosos. Parece que vivemos no tempo da inquisição, e muitas são as vezes em que escutamos:
- Não digas isso, alguém pode ouvir.
A inveja é outra característica que nos invade. Mesmo não admitindo essa inveja, é mais uma vez residual a percentagem de pessoas que olha para o sucesso do seu vizinho com agrado e satizfação, cumprimentando-o por tal, inclusivé.
A questão que se coloca é: "Serão todos assim?"
A resposta que se dá: " Felizmente não."
Não são muitos os leitores deste meu espaço (com tanto tezto, estarão aí alguns?), mas certamente alguns estarão a dizer "Fala por ti meu, eu não sou assim.".
Façam, em silência, "que alguém pode ouvir", uma reflexão sobre vós próprios e cheguem à vossa conclusão.
Eu já fiz a minha. Qual foi a resposta?
Durante muito tempo andei a "dormir na forma", fui alvo de inveja, planeei mal algumas acções, felicitei e ajudei "amigalhaços" que mais tarde se mostraram... enfim...
Inovei, opinei, batalhei e já comecei a conquistar um pouco daquilo que, agora melhor planeado, quero conquistar.
Não quero saber se A,B ou C são doutores ou engenheiros. Cada um é o que é e tem o que tem. Eu, sem vergonha ou preconceito o disse e digo "tenho o secundário feito através de um processo RVCC de Novas oportunidades". Terei menos competências?? Parece-me que não. Na minha àrea sei como sou.
Hoje sou melhor que ontem e amanhã serei melhor que hoje. Esta é a minha convicção e é com base nela que pela manhã me levanto, luto e que educo os meus filhos.
Eu sou assim. Eu sou o Jorge Ortolá.
Fiquem bem e sejam felizes.


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