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domingo, dezembro 15, 2019

Ensaio sobre o Amor - sinopse

Numa localidade ribatejana, na década de 60 do Séc. XX, nasce uma criança, Armando, cego, no seio de uma família humilde. Quis o destino que as linhas amorosas de Armando e da filha do homem abastado e influente da aldeia, se cruzassem.
Incrédulo com a gravidez da jovem, e consumido pelo preconceito das diferenças sociais, o homem decide levar a sua  filha a viver com a avó em Lisboa, afastando-a e ao bebé de Armando.
Quando este decide, ao final de alguns anos de solidão e sofrimento, partir para a capital, toda uma explosão de sentimentos e aventuras vão acontecer.
A história é composta pelas mais diversas formas de amor, vazias de preconceito ou estereótipos, mas repletas de lições de vida.  

              - Talvez um dia este livro venha a ser editado  -
 

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Vestido para mendigar


A cegueira não nos permite ver a luz da verdade, da realidade nua e crua que nos ofusca a claridade visão tornando-a turva, propositadamente turva e tosca de um sentimento que não queremos receber nos neurónios que nos implantaram. Afinal, o preconceito faz-nos perder o discernimento da autenticidade que nos envolve, forçando-nos a virar a folha de um livro que não queremos ler ou simplesmente ver a capa.

Olham as vestes e avaliam pelo abeselgado espaço o ser que as ostenta num passar de modelos que não deseja ou alguma vez ansiou. Tratam-no com desdém e não conhecem a história, como se isso importasse para a forma correcta e profissional que um tratamento impõe. Comportam-se com prepotência atroz e arrogância barata e num sorriso cínico lamentam um futuro que não descortinam.

A vestimenta conta uma história presente que ninguém percebe, esconde uma história passada que ninguém conhece e uma história futura que ninguém vai alguma ver adivinhar. Se tentarmos ler um livro que veste uma indumentária diferente, mas possível, sem olhar para a fatiota, mas sim para o seu conteúdo, iremos descobrir estórias divinais de interesse tamanho.

Foto: Thomas

domingo, fevereiro 23, 2014

Ensurdecedor silêncio que me matas



É mortal o silêncio que os seres, estes seres que desejam um futuro diferente, de promessas infindáveis, de anseios luzidios, sentem num sufoco atroz. É doentio o tempo que medeia a incerteza e o desejo de ser diferente, ousado, olhar em frente e buscar a verdade que se esconde, guardada, fechada, dissimulada na sombra de um olhar mentiroso e palavras que não se escutam. É profundo e frio o sentimento insuportável que cada ser, esse mesmo ser, ostenta num dilacerante e frustrado momento no tempo.

Olhamos o infinito e desejamos dar i grito, aquele grito de ansiedade, de vontade, de força, de poder de liberdade. Aquele grito que não quer saber o que o outro livro vai escrever, que noticia no jornal da noite vai passar, que olhares se vão prender ou que deserto se terá de percorrer. A nossa vontade de fazer fica grandes vezes presa ao medo do que os outros vão pensar ou dizer, com base nas suas frustrações,

O vazio deve dar lugar ao concreto de fazer, de realizar, de ganhar e de vencer. O vazio, deve ser ocupado pelo que desejamos fazer, sempre olhando e sentindo o que queremos alcançar e fazer acontecer. Só assim o ensurdecedor silêncio que nos mata poderá dar lugar ao alado som de vitória, de realização, de conquista sobre o preconceito e a vergonha do silêncio. Haverá sempre, contudo, quem irá morrer asfixiado no seu silêncio.

quinta-feira, junho 21, 2012

António

Hoje, mais um dia igual a tantos outros, uma repetição dramática que apenas eu conheço.Mais um dia vagabundo de incertezas concretas.

Hoje, um acordar já sem fome de uma refeição que não sei se vou ter. Um caminhar doentio na procura da migalha misericordiosa que almejo a cada dia.

Hoje, como ontem e no mês passado e no ano passado, caminho descalço pelo trilho que já não me queima ou sangra os pés, não me marca a alma, não me dá esperança.

sexta-feira, maio 14, 2010

Vaidade académica e preconceito desmedido

Com elevadas potencialidades para se destacar das outras nações, o povo português, do qual faço parte, não o consegue fazer em todo o seu explendor, no meu ponto de vista, por diversas razões.
Com alinhamento aleatório, vejamos:
1º - Somos um povo com vaidade académica e preconceito monstruosamente desmedido.
2º - Não planeamos, preferindo improvisar e remediar.
3º - Vivemos num medo obscuro de represálias se mostrarmos diferenças em opinião ou comportamento.
4º - Somos um povo invejoso do seu par.
Pode parecer um pouco (muito) brusca a minha opinião, no entanto vejamos:
Em Espanha, França, Itália, Alemanha ou nalgum país nórdico, doutor(a) é aquele(a) pessoa formada em medicina. Assim são tratados. Os outros formados são Psicólogos, radiologistas, Advogados, etc..., não perdendo com isso a categoria académica adquirida.
Em Portugal tudo o que mexe e não tem formação académica ao nível das engenharias, é doutor. Mesmo aqueles que não têm o 5º Ano de escolaridade, mas que no entanto ocupam um lugar administrativo na empresa do sogro, pai ou avô, vestem fato e gravata, têm um gabinete só deles e um computador portátil onde podem semear e colher produtos agricolas na FarmVille.
A estes, pela posição que ocupam, tratam-nos por Dr.. Pior que isso, intitulam-se de Dr..
O preconceito está instaurado. Quem não for Dr. ou Eng., por grande parte do poder de decisão, não tem competências. É uma estupidez.
Quanto à planificação, é residual o número ou percentagem de organizações, públicas ou privadas, que a têm. Não existem rotinas e comportamentos planificados que trariam maior e melhor rentabilidade e rendimento.
Com a cdapacidade única que temos
de "desenrascar" e improvisar, se planificássemos, estariamos muito à frente.
Não opinamos abertamente porque temos medo de represálias. Elas, na verdade e ainda que não admitidas, existem. E existem porque nos sitios de decisão, exitem algumas pessoas sem caracter e com elevados níveis de frustação de vida que utilizam essa sua posição para desferirem essas represálias.
Tememos inovar com medo dos comentários depreceativos (outra característica tipo).
Somos cinzentões, medrosos. Parece que vivemos no tempo da inquisição, e muitas são as vezes em que escutamos:
- Não digas isso, alguém pode ouvir.
A inveja é outra característica que nos invade. Mesmo não admitindo essa inveja, é mais uma vez residual a percentagem de pessoas que olha para o sucesso do seu vizinho com agrado e satizfação, cumprimentando-o por tal, inclusivé.
A questão que se coloca é: "Serão todos assim?"
A resposta que se dá: " Felizmente não."
Não são muitos os leitores deste meu espaço (com tanto tezto, estarão aí alguns?), mas certamente alguns estarão a dizer "Fala por ti meu, eu não sou assim.".
Façam, em silência, "que alguém pode ouvir", uma reflexão sobre vós próprios e cheguem à vossa conclusão.
Eu já fiz a minha. Qual foi a resposta?
Durante muito tempo andei a "dormir na forma", fui alvo de inveja, planeei mal algumas acções, felicitei e ajudei "amigalhaços" que mais tarde se mostraram... enfim...
Inovei, opinei, batalhei e já comecei a conquistar um pouco daquilo que, agora melhor planeado, quero conquistar.
Não quero saber se A,B ou C são doutores ou engenheiros. Cada um é o que é e tem o que tem. Eu, sem vergonha ou preconceito o disse e digo "tenho o secundário feito através de um processo RVCC de Novas oportunidades". Terei menos competências?? Parece-me que não. Na minha àrea sei como sou.
Hoje sou melhor que ontem e amanhã serei melhor que hoje. Esta é a minha convicção e é com base nela que pela manhã me levanto, luto e que educo os meus filhos.
Eu sou assim. Eu sou o Jorge Ortolá.
Fiquem bem e sejam felizes.


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