“São quentes e boas, quentinhas!” – o pregão
do homem que vende castanhas e aquece as mãos no calor expedido - pelas brasas –
ecoa rua abaixo num ricochete entre as paredes velhas e cansadas da rua agora
meio vestida, meio despida, mas que em tempos idos aquecia as manhãs, as tardes
e os inícios das noites de Outono com o calor humano e a azáfama de quem, num
corropio, procura as primeiras prendas, as casas de tecidos em busca de um
padrão da moda ou, simplesmente, uma padaria ou pastelaria para adocicar a boca
e alimentar o espírito.