Francisco, vamos chamar-lhe assim, era funcionário bancário.
Ao longo dos anos de atividade bancária, Francisco percorreu diversos departamentos, alcançando o topo de carreira com a atribuição do cargo de gerente de uma das agencias da entidade bancária que representava. Foi, durante anos, o responsável pelo mesmo balcão.
Sempre tido como um homem afável, de bom trato, comunicativo, tolerante, bom ouvinte, Francisco rapidamente deixou que a posição profissional lhe criasse barreiras que o levaram à arrogância e prepotência, passando a simpatia a ser direcionada apenas a elementos, potentes pontos de interesse comercial, dentro de um meio social cada vez mais restrito e selecionado.