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segunda-feira, janeiro 04, 2016
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
Os Tubarões de Gibaltrar
Pegar num barco, confinar lá dentro meia dúzia de homens que, sem olhar para trás avançam mar adentro intrépido em busca de um prato de comida para os filhos que diáriamente calcorreiam a vereda de casa para a escola em busca de conhecimento que os liberte de tão dura vida.
Todos os dias o fazem na ânsia de abraçar seus pais no regresso ao lar, de lhes beijarem a áspera e gladiadora pele de uma face queimada pelo frio e calor, geada e salitre que as ondas mais agrestes difundem ao obstinam em invadir o espaço de trabalho de humildes criaturas que agarrados aos remos e num cantar solene rasgam um mar, por vezes bravio, por vezes amansado pelo cantar das sereias.
E depois de uma jornada de faina, ao arregaçarem o saco de redes, procurando o prato que irá alimentar os seus pequenos mamíferos, veem-se limitados ao tamanho de uma métrica que os Tubarões de Gibraltar lhes infligem.
A arte xávega corre riscos. Riscos provocados pela ponta da caneta de um Gibraltar qualquer. Saiba mais aqui.
Foto: joseolgon
quinta-feira, maio 24, 2012
Um barco no Cais
Não somos mais do que um barco que outrora atracou, amarrou as talingas ao cais e que alguns se vão recordar de o terem visto por lá, num fugaz olhar, enquanto outros não se vão querer recordar que um dia com ele navegaram em calmas águas.
Não somos mais do que um registo, um número sem valor, sem expressão, sem cor, paixão, vazio de emoção.
Libertamos as cordas, rasgamos laços, sentimentos sem tempo no tempo perdido num voar esquecido,suprimidos no ar diluídos.
Um dia, sem vontade própria, recebemos um soco fatal no casco e num naufrágio, triste naufrágio, somos apenas um barco que outrora esteve atracado ao cais e agora num profundo sono deu inicio a uma viagem sem rumo.
Foto: Rwendland
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