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quarta-feira, abril 01, 2020

Ensaio sobre o amor - 10 - Um dia na escola


UM DIA NA ESCOLA

A escola começara em Setembro, naqueles primeiros dias de Outono onde já algumas folhas caducas davam início a mais um final de ciclo.
O pátio da escola começava a ficar repleto das castanhas e amareladas folhas dos Choupos que estavam a dar início a um quadro composto por uma mescla de cores terra, uma textura asperamente sedosa e um odor agridoce que a mãe natureza oferece aos olfactos mais sensíveis e atentos.
- Cada menino vai apanhar uma folha, no pátio, para fazermos um desenho e o pintarmos. - informou naquele dia, o dia que iria trazer-lhe uma grande surpresa e alegria, a professora Matilde.
Armando foi ao intervalo e sentou-se num banco de pedra, num dos cinco que existiam naquele largo da escola.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

# Contrastes





Fotos de Miguel Branco


segunda-feira, setembro 12, 2016

domingo, março 23, 2014

A fuga


    Numa corrida sem precedentes a natureza foge. De que foge não sabemos, mas podemos imaginar. Podemos conjecturar, debater ou tentar perceber se essa fuga ou determinação de fugir é a mais correcta ou sensata. Porquê fugir do espaço que é nosso se não somos nós os invasores? Essa é certamente a questão que a natureza coloca a sia mesma todos os dias.

    Numa corrida sem precedentes a natureza não foge, mas tenta arrancar as suas raízes e procurar um lugar onde o Homem jamais poderá e devastar o seu espaço. E nós, brutos Homens sem piedade, poderemos compreender a figa da natureza? Saberemos evitá-la? Ficam as questões.

segunda-feira, março 10, 2014

Um reinado que não é meu


Para lá da porta estende-se toda a maravilha do campo que ansiamos beber. Gostava poder ter o dom de vos transmitir a pureza do ar do campo de flores onde a primavera dança num cantar que se sente na frescura da manhã. Gostava de ter o dom do sentimento para vos apresentar as cores que brilham no alvorecer de mais um dia, do final da tarde, do meio do dia. Gostava de ter o dom do voo para poder pairar na fresca cor de mel, verde, e terra que a meus pés se ajoelha num reinado que não é meu.


quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Pretérito


Prostrado, sentia o cantar das aves que proclamavam a chegada da Primavera. Escutava o bailar das árvores que ao vento libertavam um odor a natureza, mãe natureza que ajuda a respirar, sentir, voar, mergulhar em mil um desejos, sonhos segredos.

Hoje, já pouco existe! Uma infinito de cinzento que ofusca o espaço que outrora nos trouxera a alegria de estar, mergulhar numa empatia perdida no tempo, onde tempo não existia, apenas... momentos. Esta imagem encarna um pretérito não muito longínquo, mas um pretérito que já não volta.