Aquele beijo de mel
Era o amargo doce do fel
Que me envenenou sem matar,
Que sem me matar, matou!
Foi o beijo do espigão
O abraço sem desejo
Num olhar profundo, encanto,
O hipnótico manto
O beijo do escorpião.
Olhei o céu azul,
Azul da cor do céu,
Deitado quis acreditar
Levitando desejei amar
Consumido deixei mergulhar
O beijo que de mel nada tinha
O abraço que de fel confundia
O meu desejo
O teu ataque
O meu olhar!
@jorgeortola
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segunda-feira, junho 22, 2020
quarta-feira, outubro 07, 2015
Na calma do teu leito navego sem velas ao mastro.
Percorro as milhas que não sinto,
Guardo em ti segredos que não conto,
Numa confiança cega que aprendi a acreditar.
Neste mar, longo mar que minha vida é,
Minha morte não anseio, num respeito que tenho,
Numa paixão que me leva,
Num amor que abraço...sem abraçar.
Parto, pela noite ao acordar,
Na procura do embalo
Da fome contigo matar.
Quero-te no meu respeito.
Procuro-te no meu peito... e morro,
Sem que te possa amar.
- Miguel Branco -
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