A
resposta de Armando fomentou em Matilde um sentimento de culpa, de raiva, de
angústia, de revolta e de frustração. Passou a mão pela cabeça do jovem e,
afagando-lhe o cabelo, afastou-se, impotente, dizendo-lhe apenas:
-Se necessitares de alguma coisa,
chama-me. Está bem? - recebendo um sinal de afirmação com um movimento de
cabeça, vindo do pequeno Armando.
Ficou a observá-lo a trabalhar. Num
encanto de admiração, observou-o a tactear a folha desde o pecíolo à ponta do
limbo. Fê-lo uma, duas, três vezes. Observou a técnica como libertava os veios
da folha do limbo, deixando-a em esqueleto, despida.
Percebeu que murmurava algo com a pequena
Margarida; certamente solicitava-lhe alguma ajuda, ao que esta correspondeu,
colocando algumas pontas de cola na armação da folha, colando-a ao papel.