Prólogo
A azinhaguense
sentia a repulsa de quem está na linha, com as costas no frio muro, prestes a
ser fuzilado pelo esquadrão da morte das SS de Hitler, a não ser que ceda à
chantagem do seu carrasco. Apetecia-lhe fugir, mas não tinha como nem para
onde. Havia uma escolha a executar. Olhou o pai de frente, como o forcado que
olha o touro prestes a investir. Os olhos não libertavam apenas lágrimas.
Libertavam dor, raiva, ódio daquele homem que estava em frente a si. Inspirou
fundo com tranquilidade dissimulada; avançou.