Manuela, pegando na sua pequena cesta e na
oferenda que levava ao “curandeiro”, deu a mão a Armando que, sentindo toda
aquela agitação e azáfama, escutando todo aquele ruído das pessoas que falavam
em voz alta e de modo anárquico, associado aos repetidos uivos provenientes do
apito do comboio, assustado, enrodilhou-se à sua mãe. Momentos seguidos,
escondeu-se atrás das saias da progenitora quando estridentes guinchos se
libertaram das rodas que deslizavam sobre os carris metálicos, no momento em
que o maquinista deu início à travagem da composição, em primeiro, mas também
quando o vapor se libertou da caldeira da máquina, num sinal de alívio e dor.