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quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Vestido para mendigar


A cegueira não nos permite ver a luz da verdade, da realidade nua e crua que nos ofusca a claridade visão tornando-a turva, propositadamente turva e tosca de um sentimento que não queremos receber nos neurónios que nos implantaram. Afinal, o preconceito faz-nos perder o discernimento da autenticidade que nos envolve, forçando-nos a virar a folha de um livro que não queremos ler ou simplesmente ver a capa.

Olham as vestes e avaliam pelo abeselgado espaço o ser que as ostenta num passar de modelos que não deseja ou alguma vez ansiou. Tratam-no com desdém e não conhecem a história, como se isso importasse para a forma correcta e profissional que um tratamento impõe. Comportam-se com prepotência atroz e arrogância barata e num sorriso cínico lamentam um futuro que não descortinam.

A vestimenta conta uma história presente que ninguém percebe, esconde uma história passada que ninguém conhece e uma história futura que ninguém vai alguma ver adivinhar. Se tentarmos ler um livro que veste uma indumentária diferente, mas possível, sem olhar para a fatiota, mas sim para o seu conteúdo, iremos descobrir estórias divinais de interesse tamanho.

Foto: Thomas

sexta-feira, outubro 28, 2011

Estórias

Entrei num livro de estórias.
Acedi sem senha, até porque não era necessário, a um volume de experiências sensações, sentimentos, cada um diferente do outro.
Dos tantos títulos diferentes, das diversas capas circulantes, nenhum li. Apenas um escrevi...o meu!
Estórias, muitas estórias. Alegria, tristeza, preocupação, euforia, relaxamento.
Entrei num livro de estórias e lá juntei a minha.
Entrei num livro de estórias e sentei-me numa das linhas do índice. Olhei à minha volta e vi tantas outras estórias que naquele espaço, sentadas ou em circulação, encerravam em si, com um trancado cadeado, a sua estória de vida.
Naquele Centro Comercial vi olhares que se perdiam num horizonte longínquo. Vi rasgados sorrisos visuais.
Naquele livro de estórias vi olhares solidários. Almas perdidas no tempo, estórias descompassadas.
Alguns contos de fadas, pricipes e princesas corriam de um lado para o outro.
Naquele centro Comercial, ali sentado naquela mesa a observar, eu era apenas mais uma estória entre as muitas que enchiam aquele índice.