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sábado, fevereiro 04, 2017

# Mr. Smith (2)


(continuation)

He was in Copenhagen for two days, counting on the journey, and returned at the end of the second day. He arrived at Heathrow, twelve minutes past nine o'clock. He was tired of the two days of meetings he had had, though happy. When you disabled your phone's "flight mode" system, it verified that you had five incoming calls. He looked at them. Four of his co-workers and one of his mother. He called a taxi and on the way home called his mother, giving him the good news. As for the employees, they could wait for the next day.

quarta-feira, junho 22, 2016

Portugal, Portugal, Portugal


As viagens de comboio são realmente uma fonte de inspiração para a escrita de algumas frases, mas também espaço de enormes surpresas e apreciações realmente fantásticas. Daquela porta para dentro, no espaço de cerca de trinta minutos tudo pode acontecer, se escutar ou observar.

A minha saída do trabalho indicava que Portugal se encontrava empatado a um golo com a seleção da Hungria. Cerca de dez minutos foi o tempo que mediou a minha chegada ao comboio, depois de uma caminhada, um autocarro e outra curta caminhada.

Ansiava a chegada ao comboio, pois o calor que se fazia sentir era tanto que o ar condicionado e o fresco daquele vagão me iria saber bem. Entrei e logo me sentei no primeiro banco livre que encontrei. Quatro filas mais adiante, um grupo de quatro senhoras e três senhores ocupavam quatro bancos do dito comboio. Percebi algum reboliço. Espreitei, tentanto perceber o que se passava;

- Três a dois. Já fomos. - disse uma das senhoras.
- Quanto? - indagou, mais admirado do que interrogativo, um dos cavalheiros.
- Três a dois.
- Não pode ser!
- Pode pois! - confirmou, pegando no telemóvel e colocando o relato em alta-voz.

O relato foi escutado por toda a carruagem. E enquanto os homens se mantinham tranquilos, as senhoras, com o relato em alta-voz e a partilharem um par de auscultadores, iam esgrimindo alguns argumentos contra o nosso selecionador, acusando-o de não saber montar uma equipa de ataque, indicando que jogadores deveria levar a jogo e quais os que não tinham lugar na equipa. Verdadeira experts.

Vai às tantas e percebendo a incredulidade das senhoras e toda a sua agitação, comenta;

- Um destes dias estão as mulheres a beber mínis e a comer tremoços, enquanto nós somos mandados para a cozinha lavar loiça.

Elas olharam para ele e logo lhe disse uma;

- Cala-te homem, olha que quando chegares a casa vais é para o tanque. - saindo uma risada estrondosa entre o mulherio.

quinta-feira, outubro 29, 2015


Sou bombeira. Chamam-me, tal como aos meus camaradas, heróis. Heróis sem rosto, sem nome, de ocasião, de hora, aquela hora em que somos chamados e saímos sem perguntar para onde vamos ou sem saber se voltamos.

Sou bombeira. Sou mãe, tia, irmã de quem me cruzo, da criança que abraço no desencarceramento, filha e neta de quem salvo da enchente e tratadora de uma floresta que não é minha. Sou quem chamam por um número, quem batem nas costas com uma palmadinha de não sei o quê, quem ouve os aflitos por que "Chegaram atrasados".

Sou bombeira. Sou uma mulher da noite, quando tem de ser, mas não da vida. Sou uma mulher que corre, sem vencer maratonas. Sou uma mulher que salta, sem ir à olimpíadas. Sou uma merda qualquer quando me magoou para salvar os outros.

Sou bombeira. Sou desprezada na minha dor, mal tratada nos meus direitos, discriminada nas minhas funções, não aquelas em que presto auxilio, mas sim nas outras, nas que não uso a farda com a luz na cabeça, os ouvidos replectos de gritos, de dor, angustia e aflição.

Sou bombeira. Sou mulher, sim, sou mulher. Mas com a farda vestida nós, os BOMBEIROS, não temos sexo. Temos aquilo que quem nos governa não tem; ALMA, SENTIMENTOS, GRANDEZA, MORAL e CORAGEM.