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sábado, julho 25, 2020

Ensaio - Teoria da conspiração (5)

(continuação)

A força do dinheiro

Tendo o domínio do continente africano e estando já bem enraizado na economia europeia, foi no presidente norte-americano que encontrou uma força contrária às suas intenções. Não podemos esquecer que antes de Março de 2020 a economia do Tio Sam estava forte, ia de vento em popa - julgava-se - bem consolidada - era a mensagem  que faziam passar para os mercados de valores e para a sociedade de valores. Com esta guerra comercial assumida por Trump, Jimping teve de fazer algo; soltou um vírus manipulado no laboratório de Wuhan, com enorme capacidade de infecciologia e, sacrificando algumas vidas do seu povo, fez a infecção dissipar-se  ao redor do planeta.

sábado, junho 20, 2020

Fuga do Rei




Às águas lançado já vai
Num mar oculto de incertezas
Almas perdidas na noite
Sorrisos vendidos às serpentes.

É a esperança no amanhã
A última carta jogada
O cheque-mate final
A morte já anunciada.

E se à coragem vier a razão
Do esforço, a conquista,
O sonho liberto de correntes.

Ao Reino, o Rei fugirá
Num futuro auspicioso
Aos Reis supremos, o Reino morrerá!


Crítica aos Governos e governantes que se limitam a observar a morte dos refugiados no mar Mediterrâneo


sábado, junho 10, 2017

# Conspiração



Chegaram as primeiras unidades da história. Conspiração, de nome, retrata os meandros do mundo politico e a perigosa promiscuidade entre este e as instituições de investigação criminal.


"...
    O Mercedes preto surgiu no descampado vindo de um caminho em terra batida por detrás de um canavial. O espaço era ermo e servia, essencialmente, de base de suporte da velha ponte férrea, de pilares ovalizados, sobre o rio Guadiana, às portas de Serpa.
                O tempo estava seco, o que fazia com que se levantasse uma pequena nuvem de pó nas traseiras do automóvel. A uma velocidade não superior a dez quilómetros por hora, o veículo de construção alemã executou duas voltas por um caminho demarcado pelas muitas viaturas que ao longo dos anos por ali vão circulando, principalmente aos fins-de-semana, sejam de pescadores amadores que naquele lugar encontram um refugio para momentos de lazer, ou grupos de amigos que ali se ocultam de olhares menos discretos para fumar Marijuana ou Haxixe.
                Após duas voltas completas, o Mercedes Classe S 500 4MATIC longo, equipado com um motor V8 capaz de debitar 335 cv de potência, cujos vidros escurecidos não permitem a visualização do exterior para o conforto do interior, deteve a sua marcha junto ao primeiro pilar norte da ponte.
Manteve-se imóvel sem que nada acontecesse.
Dois minutos depois, surgiu, no largo, um Audi A8, cinzento-escuro, jantes cromadas, vidros escurecidos e matrícula belga. Assim que acedeu à área do descampado, parou. Ficou frente a frente com o Mercedes de cor preta.
Passados segundos, a porta da frente do lado esquerdo do veículo de matrícula portuguesa abriu-se e, do seu interior, calmamente, o condutor saiu com uma pasta de executivo na mão. Fechou a porta e manteve-se ali, junto ao automóvel, olhando na direcção da outra viatura. Vestia um fato Gucci, preto, camisa branca e gravata escura. Na cara, uns Ray-Ban.
                No Audi o procedimento foi idêntico. Do lugar do condutor saiu um homem, cerca de metro e oitenta de altura. Vestia um fato cinzento prata, Armani, uma camisa branca e uma gravata rosa esbatido. Consigo trazia, também, uma pasta preta de executivo. Fechou a porta do automóvel. Ajeitou o nó da gravata e iniciou uma suave e determinada caminhada.
Do lado da viatura preta, o homem, que até então estava imóvel, fez o mesmo. Estavam a uma distância de quinze metros um do outro. Caminharam calmamente, com o olhar em frente, quase em espelho, controlando-se um ao outro. O silêncio do local quase permitia escutar os grãos de areia que as solas de cabedal tratado dos sapatos de fabrico português, mas que no entanto eram de etiqueta italiana, faziam ao serem pisados.
                                   ..."