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sábado, junho 20, 2020

Fuga do Rei




Às águas lançado já vai
Num mar oculto de incertezas
Almas perdidas na noite
Sorrisos vendidos às serpentes.

É a esperança no amanhã
A última carta jogada
O cheque-mate final
A morte já anunciada.

E se à coragem vier a razão
Do esforço, a conquista,
O sonho liberto de correntes.

Ao Reino, o Rei fugirá
Num futuro auspicioso
Aos Reis supremos, o Reino morrerá!


Crítica aos Governos e governantes que se limitam a observar a morte dos refugiados no mar Mediterrâneo


quinta-feira, junho 18, 2020

De Cavalão a Jumentão

"Cavalão" era o nickname pelo qual era conhecido e chamado Jaír Bolsonaro quando serviu as forças armadas brasileiras. Não sei qual a razão, mas na verdade deveriam chamar-lhe de "Jumentão", pois é isso que ele é, um jumento. Mas ainda assim, se enquadra e nunca fez tanto sentido o proverbio popular "Passar de cavalo para burro". Sim porque o Brasil escolheu, nas últimas eleições, passar o "Cavalão" do exercito a "Jumentão" do governo de Brasília. Presidente Jumentão. 


quarta-feira, junho 17, 2020

360º de Vida

Se há uma verdade - e cada vez são menos - com que nos podemos confrontar, e que foi evidenciada pela pandemia que este novo Corona vírus evidenciou, é que o que hoje é uma certeza, amanhã poderá ser uma dúvida, o que hoje é verdade, amanhã poderá ser mentira e o que hoje é forte e vigoroso, amanhã poderá ser frágil e demente.

segunda-feira, junho 15, 2020

Matança

O sol da noite fê-la dia
Ao estrondo dos relâmpagos âmagos
Um confronto entre iguais
Irmãos de sangue
Onde o negro não é ouro
E George
É a palavra que despoleta a ira
A raiva, a angustia
Contra os soldadinhos de chumbo
Contra as marionetas
De um psicopata ignóbil
Que à luz da noite
E na escuridão do dia
Aniquila os seus
Mata a democracia!






sábado, junho 13, 2020

Fuga do Rei

Às águas lançado já vai
Num mar oculto de incertezas
Almas perdidas na noite
Sorrisos vendidos às serpentes.

É a esperança no amanhã
A última carta jogada
O cheque-mate final
A morte já anunciada.

E se à coragem vier a razão
Do esforço, a conquista
O sonho liberto de correntes.

Ao reino, o Rei fugirá
Num futuro auspicioso
Aos Reis supremos, o reino morrerá!


*Critica aos Governos e governantes que se limitam a observar a morte de um povo.

quarta-feira, junho 10, 2020

Mar eterno

Neste mar já antes navegado
Este que testemunho marca
A morte na esperança do amanhã
A costa, salvação, alcançar.

Este mar calmo que oculta
A miséria do povo que foge
Nas profundezas escuras, mergulha,
Num silêncio, ensurdecedor e mudo.

São lançados na incerteza
Numa madrugada de esperança
Ao Pireu chegar.

São cascas de nozes, viagem,
Choros de criança, escondidos,
Sussurros de medo nas vozes!


*Poema dedicado aos migrantes que morreram na travessia do Mediterrâneo.