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segunda-feira, junho 22, 2020

É Cultural

É costume atribuir-se a culpa ou responsabilidade do que quer que seja para a simples e mortal frase "É Cultural". E o facto da estupidez de ser "Cultural" é justificação para se desculpar e perdoar tudo e mais alguma coisa.

sexta-feira, outubro 23, 2015


É notícia, não pelas melhores razões, nos últimos dias, o grande país que é Angola. Grande pela sua área, grande pela sua história, goste-se dela ou não, grande pela sua riqueza cultural, grande pela sua riqueza natural, e será esta a grandeza que o torna também grande, na estupidez dos seus governantes... ou direi ditadores?

Um país como Angola, que se diz democrático, livre e cuja riqueza é pertença do seu povo, só o é no papel, num qualquer papel documento dito de oficial, assim como no dicionário. Na verdade, Angola, não passa de um El-Dourado onde uma família manda, protegida por alguns generais. É um país que se encontra a saque desde a retirada do colonizador português, onde a terra que a todos pertence é usurpada da sua riqueza, por alguns, mediante atroz escravatura de outros.

Na retirada de 1974, o colonizador português entregou o território a uma guerra civil de interesses dispares, onde um lado foi considerado rei e o outro rebelde. Com a morte de Savimbi, propagandeada sem honra ou respeito (não nos podemos esquecer que foi recebido por muitos chefes de Estado em visitas oficiais), a democracia venceu, os rebeldes renderam-se aos Quanzas provenientes da Catoca, da extração do petróleo e do estatuto social.

A luta armada acabou. Pelo menos a militar entre partidos com ideologias diferentes, ou entre o norte e o sul. No entanto, fartos de verem alguns enriquecerem às custas do bem-estar do povo, surgiu a luta cultural. Aquela que é desenvolvida na escrita, na música, na tela. A luta que cega os elevados interesses nacionais, dizem eles, aqueles que um dia tombarão sem honra e glória, como Saddam e Kadafi.

Um dia Angola queria-se livre e rejubilou essa conquista. Um dia Angola foi rainha... hoje faz reis. Reis dos diamantes, do petróleo e das telecomunicações. Um dia Angola, terra fértil, alimentou os seus filhos. Hoje mata-os à fome, despreza-os, humilha-os, como faz com Rafael Marques, Luaty Beirão e tantos mais sem nome e sem rosto.

Será crime contra a humanidade o que dos Santos e todos os seus vassalos da migalha fazem ao seu povo? Claro que sim! Mas neste crime a ONU não mete a mão, nem o Tribunal Internacional dos Direitos dos Homens, porque o sangue dos diamantes alimentam-nos como vampiros famintos.

Luaty é o rosto mediático da revolução social silenciosa angolana que, pacificamente e sustentada na sua elevada qualidade cultural, se está a organizar, reprimida pela força ditatorial de um governo repressivo que se começa a aperceber da fragilidade dos pilares que suportam o execrável comportamento e, camuflado por ilegalidades aceites por Estados submissos e vendidos ao capitalismo e dinheiro sujo de dor, angustia, sofrimento e sangue.

Mas isso não importa, se ele pagar cimeiras, férias luxuosas e replectas de luxuria, assim como garantir uma Bolsa de Valores falsamente estável, numa União, só por si...instável, deficitária e deficiente nas suas estratégias e soluções a problemas sociais.

Luaty está sem se alimentar há mais de 30 dias. Luta por um povo que ama, por uma pátria em que acredita, pela liberdade.

Aconteça o que acontecer, Luaty terá para sempre mazelas físicas, psicológicas e emocionais, se pior não se vier a verificar, com o sucumbir de um Guerreiro da Paz. Valerá a pena lutar? Terá a glória desejada, de ver o seu povo livre? E se todo o povo angolano entrasse em greve de fome, ficaria a Comunidade Internacional, mais uma vez, de cadeirão a assistir a mais um filme de terror em tempo real?

Não tenho qualquer dúvida que sim. Afinal, a hipocrisia e cinismo é a bandeira de todos os países que se alimentam dos diamantes e petróleo angolano.

domingo, fevereiro 09, 2014

Fonte de saber e sabedoria



    Por vez, muitas são as vezes, em que temos vontade ou necessidade de comentar, opinar ou simplesmente falar, conversar sobre os mais diferentes temas. Temos todo o direito de dar a nossa opinião, seja ela qual for, no entanto sempre e sempre sem ofender, humilhar ou denegrir seja quem for.

    Acontece que por vezes e muitas vezes são tantas as vezes em que existe alguém que não se faz entender e por vezes e tantas vezes, são utilizadas palavras e termos que não refletem aquilo que realmente queremos dizer ou pensamos e por isso, tantas e outras tantas vezes somos mal interpretados.

    Tal acontece porque tantos e tantos são os que não leem e por isso não adquirem o dom da palavra que se vai refletir, também, na escrita. E o dom da palavra não é necessariamente falar "caro", mas sim falar ou escrever com as suas palavras, a sua forma de falar ou escrever, com ou sem erros, mas com conhecimento do modo de falar ou escrever. Dando a sua legitima opinião.

Foto: Blue Polver

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

National Geographic


Não será singularidade para ninguém que a revista, o site ou o canal da National Geographic é um poço erudito, sem fundo, mas com tanta e tanta luminescência de conhecimento. Não será novidade para ninguém da jaez dos artigos e temas que a organização aborda, do seu prestigio para a vida contemporânea, de modo a aliciarmos, ainda que grande parte despreocupados, saber informação sobre a prosperidade que nos levou até aos dias de hoje, com vivências arqueológicas.

Assim como não será novidade para ninguém do talento da fotografia com que cada edição da revista nos presenteia, levando-nos numa verdade de cores e sentidos capazes de nos fazer identificar o odor do campo amazónico repleto de frescura natural, ou a aprazível aragem da Antártida a andarilhar-nos a face. Mas algo posso expressar, e que também certamente não será novidade; não importa que revista se pegue para ler. Se tivermos a afoiteza de não considerar a data de edição, tenha ela dias ou anos, estará sempre tão atualizada como o conhecimento que devemos dela abduzir.

A nossa vida não deverá ser apenas ipads, iphones e tanta outra tecnologia. A nossa existência diligencia de nós mais conhecimento sobre o Mundo onde vivemos. As espécies que nele habitam solicitam a nossa ajuda para que assim continue a ser, a nossa humilde disponibilidade para percebermos que existe mais qualquer coisa para além das teclas, ainda que muitas vezes virtuais, de um computador. Existem outras vidas, outras realidades, outras necessidades.

Entre as duas capas acima representadas, a esquerda é uma edição de Junho 1985 e à direita de Fevereiro 2014. Se invertessemos as datas nas revistas, as duas estariam atualizadas.

domingo, maio 06, 2012

Postcrossing

Voltei ao Postcrossing.

Depois de alguns meses de ausência, voltei a enviar postais para o Mundo e receber, numa viagem de imagens que nos podem fazer sonhar.

Hoje deixo um Devaneio vindo do Japão.  "The Boys Festival".

Este é sem dúvida uma boa forma de partilhar cultura, muito para além do virtual.

A todos os que partilham cultura através deste grupo, tenham um bom Postcrossing.