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sábado, dezembro 24, 2016

# Texto de natal

Na epoca de natal espera-se que surjam as mais diversas mensagens cheias de sentimento e maiores desejos de prosperidade.

A minha mensagem de natal vai no sentido de, quando estiverem a trinchar o peru, se lembrem da pornografica numerologia de pessoas que nem um pao possuem nesta noite para comer.

Sejam felizes e humanos.

sexta-feira, dezembro 23, 2016

# Morte em Angola







Após ver esta reportagem, fiquei ainda mais revoltado com o que se vai passando em Angola. Um país riquíssimo, cheio de potencial e possibilidade de proporcionar aos seus habitantes um bem-estar de vida, que não tem de ser de ostentação de riqueza, mas sim de necessidades básicas de vida, educação, saúde e justiça.

domingo, julho 24, 2016

Assim nasce um ditador



14 de Julho de 2016; esta é a data que marca o nascimento de mais uma ditadura. A data onde o Mundo assistiu a um "golpe de Estado" orquestrado pelo regime turco, num sentido claro e inequívoco, do seu presidente, de ganhar maior poder nas ruas, de um povo cegado e manipulado, diminuindo a capacidade de luta legislativa dos seus opositores, criando uma mensagem indirecta, mas com aviso intrínseco que, quem não está com ele, está contra ele; "Não tenho poder para decidir, mas se o Parlamento decidir avançar pela reintrodução da pena de morte, não me irei opor.".

Erdogan, que nunca escondeu o seu desejo de rever instalada a pena de morte, após ter sido, em 2004, abolida, encontrou num golpe de Estado fantasma e teatral,desenvolvido, ardilosamente, sob uma fachada conspiratória mal amanhada, uma forma de, legalmente e sob um Estado de direito, desenvolver um processo de execução em massa dos seus opositores, que mais não será do que uma verdadeira mortandade, aos olhos da comunidade internacional que, de mãos, institucionalmente atadas, tal como na Síria, se limita a observar de cadeirão, as milhares de pessoas que vão sendo destituídas dos seus cargos e levadas para parte incerta, para serem dizimadas.

A comunidade internacional, a ONU e a UE, dizem nada poder fazer, uma vez que Erdogan foi eleito democraticamente; também o foi Saddam Hussein ao longo dos seus anos de presidência; e todos sabem que tipo de democracia havia naquele país e há noutros tantos.

Com a queda de um importante pilar da UE, como é a saída do Reino Unido, o surgimento oficial de uma ditadura na Turquia, geograficamente colocada num ponto sensível do Planeta, com os Russos à espreita de uma oportunidade para fazerem algum estrago que dinamite um ou outro pilar da paz mundial (que se encontra escondida não se sabe onde), o Trump a ganhar terreno na manipulação de umas mentes fracas e vulneráveis como são as do "amigo" povo Norte Americano e países que viviam de riqueza sustentada pelo petróleo e que se está a ver definhar numa economia de papelão molhado, como Angola e Venezuela, estamos, infelizmente, mais perto de uma 3ª Grande Guerra Mundial, do que longe dela. O rastilho vai queimando e não se sabe quando irá explodir a carga; será a 8 de Novembro de 2016, ou conseguirá o povo norte americano acordar a tempo de salvar a paz mundial, tal como nos filmes?

Não conseguindo o povo norte americano tal conquista, fazendo Trump vencer e proporcionando as ferramentas para o inicio da explosão xenófoba, ou seja, se se continuar a enterrar a cabeça na areia como a avestruz  ou a assobiar para o lado, insistindo em não ver os extremos cada vez mais radicalizados, um dia não haverá retrocesso no desmantelamento das Nações, que está em marcha.



sábado, janeiro 02, 2016


Mikellis White e Miguel Branco são a mesma pessoa. O escritor destes dois títulos, destas duas histórias de ficção, independentes, mas que se complementam e que terão uma terceira parte.

Mikellis White e Miguel Branco são a mesma caneta, o mesmo cérebro, a mesma mão, o mesmo pensamento, a mesma atitude.

G.R.U.P.O. e Camaleão são duas obras de uma história que agarra o leitor da primeira à última folha, frase, palavra e letra. São duas obras de arte por mim escritas, e se assim as não achasse, não as evidenciava, falava, delas bebia ou por elas ficava encantado.

E quem ainda as não leu, não sabe o que perde, não sabe o que não viajou, não sabe o que aprendeu de um mundo real, a muitos olhares escondido.

Quer saber mais sobre a história que estas duas obras relatam? Então leia-as e apaixone-se por lugares que desconhece, por sensações que nunca viveu, por personagens que nunca conheceu.

domingo, novembro 01, 2015


O trono está cheio de um ar vazio de poder, mas muito interesse nas terras que a todos pertence.
É um trono cujo rei, sem coroa, vai jogando as suas peças de xadrez a seu belo prazer, pensa, mas que não se apercebe que o seu reinado está a chegar ao fim, prestes a cair, a se desmoronar como um castelo de areia que foi invadido por uma onda do mar, daquelas que se formaram, mas que ele não quis ver.

O trono está podre. O trono está pobre.
O trono que tem nas suas bases riqueza enorme, mas que fraqueja. Fraqueja na sua essência...o respeito humano! O trono está pobre, de princípios, de projectos sociais, se solidariedade, de verdade. É um trono sustentado por mentiras e pressões, por ameças e acções repressivas, por maldade, ganância e desprezo.

O trono está na iminência de cair, sem glória, sem história, sem apoio, sem vitória.
É o trono da casa real angolana, de "dos Santos", que não vê a areia da ampulheta a chegar ao fim e insiste em dar murros em pontas de facas.

E se hoje o rei tem apoiantes externos, porque lhes interessa, afinal os diamantes e o petróleo são riquezas que pagam as amizades, amanhã, na sua queda, na sua desgraça, na sua angustiante miséria, o rei vai estar nu, só, abandonado e com os dedos indicadores dos interesseiros externos a si apontados.

O trono está prestes a cair e muito sangue irá derramar. O reino a seu reino. O povo a seu terreno.
E ou muito me engano, ou quando o reino cair, haverão generais empalados, como nas mais bárbaras batalhas de Chaka Zulu.

sexta-feira, outubro 23, 2015


É notícia, não pelas melhores razões, nos últimos dias, o grande país que é Angola. Grande pela sua área, grande pela sua história, goste-se dela ou não, grande pela sua riqueza cultural, grande pela sua riqueza natural, e será esta a grandeza que o torna também grande, na estupidez dos seus governantes... ou direi ditadores?

Um país como Angola, que se diz democrático, livre e cuja riqueza é pertença do seu povo, só o é no papel, num qualquer papel documento dito de oficial, assim como no dicionário. Na verdade, Angola, não passa de um El-Dourado onde uma família manda, protegida por alguns generais. É um país que se encontra a saque desde a retirada do colonizador português, onde a terra que a todos pertence é usurpada da sua riqueza, por alguns, mediante atroz escravatura de outros.

Na retirada de 1974, o colonizador português entregou o território a uma guerra civil de interesses dispares, onde um lado foi considerado rei e o outro rebelde. Com a morte de Savimbi, propagandeada sem honra ou respeito (não nos podemos esquecer que foi recebido por muitos chefes de Estado em visitas oficiais), a democracia venceu, os rebeldes renderam-se aos Quanzas provenientes da Catoca, da extração do petróleo e do estatuto social.

A luta armada acabou. Pelo menos a militar entre partidos com ideologias diferentes, ou entre o norte e o sul. No entanto, fartos de verem alguns enriquecerem às custas do bem-estar do povo, surgiu a luta cultural. Aquela que é desenvolvida na escrita, na música, na tela. A luta que cega os elevados interesses nacionais, dizem eles, aqueles que um dia tombarão sem honra e glória, como Saddam e Kadafi.

Um dia Angola queria-se livre e rejubilou essa conquista. Um dia Angola foi rainha... hoje faz reis. Reis dos diamantes, do petróleo e das telecomunicações. Um dia Angola, terra fértil, alimentou os seus filhos. Hoje mata-os à fome, despreza-os, humilha-os, como faz com Rafael Marques, Luaty Beirão e tantos mais sem nome e sem rosto.

Será crime contra a humanidade o que dos Santos e todos os seus vassalos da migalha fazem ao seu povo? Claro que sim! Mas neste crime a ONU não mete a mão, nem o Tribunal Internacional dos Direitos dos Homens, porque o sangue dos diamantes alimentam-nos como vampiros famintos.

Luaty é o rosto mediático da revolução social silenciosa angolana que, pacificamente e sustentada na sua elevada qualidade cultural, se está a organizar, reprimida pela força ditatorial de um governo repressivo que se começa a aperceber da fragilidade dos pilares que suportam o execrável comportamento e, camuflado por ilegalidades aceites por Estados submissos e vendidos ao capitalismo e dinheiro sujo de dor, angustia, sofrimento e sangue.

Mas isso não importa, se ele pagar cimeiras, férias luxuosas e replectas de luxuria, assim como garantir uma Bolsa de Valores falsamente estável, numa União, só por si...instável, deficitária e deficiente nas suas estratégias e soluções a problemas sociais.

Luaty está sem se alimentar há mais de 30 dias. Luta por um povo que ama, por uma pátria em que acredita, pela liberdade.

Aconteça o que acontecer, Luaty terá para sempre mazelas físicas, psicológicas e emocionais, se pior não se vier a verificar, com o sucumbir de um Guerreiro da Paz. Valerá a pena lutar? Terá a glória desejada, de ver o seu povo livre? E se todo o povo angolano entrasse em greve de fome, ficaria a Comunidade Internacional, mais uma vez, de cadeirão a assistir a mais um filme de terror em tempo real?

Não tenho qualquer dúvida que sim. Afinal, a hipocrisia e cinismo é a bandeira de todos os países que se alimentam dos diamantes e petróleo angolano.

sábado, fevereiro 15, 2014

Um Amanhecer Diferente - Capitulo VIII



    O Raymond Weil marcava as 10.12 horas quando Manuel acordou estremunhado com a cabeça pesada, a latejar e a boca seca e áspera. Levou as mãos à cabeça quando uma dor aguda lhe atingiu as têmperas e deixou cair a cabeça sobre a almofada. Sentiu uma espécie de vertigem e tentou concentrar-se para perceber o que se passava para, aquela hora, ainda estar deitado, a dormir e com aqueles sintomas. Com os olhos turvos, esfregou-os e olhou em seu redor. Tentou levantar-se e sentiu uma nova ondulação de desiquilíbrio.  Sentou-se na cama, respirou fundo, esfregou novamente os olhos, voltou a olhar em redor, olhou para si próprio e constactou que se encontrava todo nu.