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sexta-feira, junho 10, 2016

A influência da fadiga no contexto geral da condução


"Fadiga e sonolência são condições diferentes que podem atingir o condutor. São condições dispares, mas quem por elas é atingido não as sabe diferenciar. Os seja, a sonolência pode levar o condutor ao adormecimento, enquanto a fadiga não tem, obrigatoriamente, de o fazer." - Circula Seguro - Jorge Ortolá

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quarta-feira, agosto 11, 2010

Repouso, necessita-se

Segundo avança o jornal "Diário das Beiras", a causa do acidente que vitimou mais um bombeiro teve origem numa pedra onde o veículo terá batido.

Infelizmente, tenha qual sido a causa do referido acidente, temos a lamentar mais uma perca de um Soldado da Paz que saíu de casa para ajudar quem não conhecia, assim como temos a lamentar mais uns quantos feridos graves.

A questão que muitos colocam é, se não terá visto o condutor a pedra. A minha experiência diz-me que , eventualmente, não terá visto. Passo a explicar.

Espero estar muito enganado, mas até ao final do Verão ainda vamos continuar a ouvir que houve mais acidentes com veículos dos bombeiros.

Voltemos um pouco atrás.

90% dos estímulos que recolhemos acontecem através da visão. Se algo a afectar, muitos então serão os estímulos pertinentes que não vão ser recolhidos.

O Cansoço e a Sonolência são grandes inimigos do bom estado físico e psicológico dos condutores. Na situação dos Bombeiros, o cansaço é acrescido devido à falta de horas de sono, débil alimentação, perca de líquidos não repostos e excesso de calor.

Este cansaço vai fazer com que diminua a acuidade visual (capacidade de focar um objecto), diminua a visão periférica (lateral), passando o condutor a estar com uma visão em túnel.
A capacidade de avaliar os poucos estímulos que o condutor vai recebendo é muito baixa, levando a um aumento do tempo de reacção. Os erros humanos são mais do que prováveis.
De quem é a culpa?

Diz o Código da Estrada que é responsável quem pratica os actos (condutor), caindo no entanto também a culpa no superior hierárquico que permite que outro conduza sem que se apresente em condições para tal.

As horas seguidas e as condições em que se encontravam aqueles e outros Bombeiros, pode levar à situação acontecida.

É muito provável que ainda possamos escutar que houve acidente entre dois veículos dos Bombeiros, uma vez que num teatro de operações desta natureza a coordenação de posição dos veículo é deficiente.

Num incêndio onde estiveram 500 operacionais, deveria-se adoptar uma estratégia de rotatividade de meios, ou seja, dividir os 500 homens e suas viaturas em dois grupos que operariam em turnos de 7 horas no ataque ao incêndio, sendo que a 6ª hora estaria sempre ocupada pelo grupo que está para sair e o grupo que está a entrar. Desta forma cada grupo descansaria 6 horas antes de voltar ao teatro de operações.
Haveria maior eficácia, operacionais fisicamente melhor preparados, menor possibilidade de erro, veículos menos desgastados.

Claro que quem diz isto é um "iluminado" qualquer que há quem diga só quer vender formação.
No terminar este artigo, há a lamentar mais uma perca de vida. Pêsames à familia da Bombeira e ao Corpo de Bombeiros