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quinta-feira, março 08, 2012

O saber-ser dos condutores de veículos prioritários

 A  condução de veículos em serviço de emergência requer, por parte destes condutores, uma habilidade psico-motora que lhes permita efectuarem o seu serviço de uma forma não apenas eficaz, mas também eficiente.

No entanto, todo esse trabalho fica comprometido se os condutores destes veículos não tiverem uma boa atitude e comportamento rodoviários.

Nesse sentido, estas formações vão ao encontro com uma necessidade que as direcções e comandos das corporações têm, que é a sensibilização dos operacionais condutores de veículos em situação de emergência, mostrando-lhes que alguns comportamentos que apresentam na via pública não se enquadram com o propósito para o qual se alistaram numa corporação de bombeiros.

Com dois anos efectuados de Projecto , mais de 190 operacionais já receberam formação e os resultados excederam os objectivos. no final dos anos de 2010/2011, tinham as corporações onde desenvolvemos a formação, diminuído a taxa de sinistralidade em cerca de 88%/ média.

Se falarmos em custos operacionais com desgastes prematuros de consumíveis, avarias por deficiente uso de viaturas, reparações devido a acidente rodoviário, a diminuição encontra-se no intervalo dos 50%/75%, o que equivale a alguns milhares de euros poupados ou não perdidos por trabalhos não efectuados.

Eu trabalho com grande exito no saber-saber deste louváveis voluntários, mas essencialmente eles t~em tido um grande sucesso no seu saber-ser, pois percebem que existem outros caminhos para os problemas que vão encontrando.










O saber-ser do condutor

A existência das Escola de Condução visa a formação de condutore, possibilitando-lhes, através de um programa definido e que pode e deve ser complementado, a aquisição de competências cognitivas e motoras que possibilite o dominio de uma máquina que, se mal dominada ou deficientemente utilizada, pode ter como resultado o sinistro com todas as consequências económicas e sociais inerentes.

Sendo de relativa facilidadea transmissão destes dois saberes, existe um treceiro, o saber-ser, que oferece maior resistência ao trabalho do formador e só é realmente alcançável, satisfatória e avaliavelmente, ao longo de um processo formativo contínuo pós-aquisição do título de condução.

Assim, torna-se imperioso que se efectuem duas acções, a primeira legislativa com o desenvolvimento e implementação de uma Lei que permita atribuir, por parte do IMTT e por solicitação do Director da Escola de Condução, uma licença de condução com caracter provisório de entre seis a doze meses de validade, e que se enquadre de forma aproximada na actual proposta do "tutor".

Criava-se desta forma um período de estágio ao futuro novo condutor, findo o qual o formando seria presente a exame de aptidões e comportamentos.

A grande vantagem desta acção seria a da criação de rotinas de boas atitudes e comportamentos rodoviários, com vista ao não esquecimento e preparação para o exame.

No sentido de reforçar a auto-critica e reflecção, teria de haver um regime sancionatório em que o individuo perderia a sua licença provisória e teria de frequentar mais horas de formação, se lhe fosse aplicada alguma contra-ordenação.

A segunda acção a desenvolver, passa pela responsabilidade social das Escolas de Condução e seu Director, no sentido em que  estes tenham a iniciativa de monitorizar os seus formandos, agora novos condutores, proporcionando-lhes acções formativas, de esclarecimento, workshop, confronto de experiencias, desenvolvimento de questionários, retardando deste modo a passagem de regras formais a informais, aumentando a segurança rodoviária de cada um, num todo.

Actuando de uma forma mais incisiva nas comunidades locais, vão as Escolas de Condução e os seus Directores, conseguir motivar os condutores e cidadãos a, duma forma inconsciente, trabalharem o seu saber-ser, alterando atitudes e comportamentos, tornando-se mais seguros e tolerantes com o erro alheio.

Socialmente conseguem-se resultados fantásticos na melhoria da qualidade de vida das pessoas, diminuindo-lhes o sofrimento advindo da sinistralidade rodoviária. Económicamente consegue-se diminuir o custo de milhares de euros com o fenômeno.

Como elementos preponderantes do processo formativo, têm os Directores de Escola de Condução a competência pedagógica e a posição organizacional para poder trabalhar no sentido de ajudar a alcançar os objectivos a que o documento "Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária" se propõe, com base nos objectivos operacionais das escolas de condução; melhorar o saber-ser dos condutores e sua capacidade de desenvolver bem a sua função da condução.