ARMANDO
Estou neste banco, sentado, a aguardar a
chegada de um tal de comboio. A mãe disse-me que é o transporte que nos vai
levar a Lisboa. Parece que Lisboa é a cidade grande. Ouvi o senhor padre dizer
que é lá que existem coisas que não há na nossa terra.
Aqui, sentado, escuto as vozes de muitas
pessoas que também esperam o comboio; queria tanto poder andar por aí a mexer
nas coisas, a ver, seja lá o que isso for; mas a mãe não me deixa. Diz que
tenho de ficar aqui junto dela.