Mostrar mensagens com a etiqueta abraço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta abraço. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 03, 2020

Ensaio sobre o amor - 12 - Armando


ARMANDO
           
                                                                                                                         Final da tarde

            Hoje estou muito contente. Gostava que o dia de escola não tivesse terminado. A Margarida esteve quase sempre comigo. Conversamos sobre tantas coisas. Ela está mais tempo comigo do que os outros colegas, mas não me importo. Gosto da sua companhia.
A Margarida contou-me das suas férias em Lisboa, na casa da avó, que tinha visitado o Castelo de S. Jorge; quem me dera poder visitar o Castelo de S. Jorge. Na verdade não sei o que é um castelo, mas se a Margarida diz que é bonito, é porque é. Falou-me também dos passeios no rio Tejo, num barco que se chama Cacilheiro; eu só uma vez é que andei de barco e foi no rio Almonda, quando o senhor Afonso me levou a passear. Disse-me que um dia me levava a pescar; prometeu-me.

sábado, março 28, 2020

Ensaio sobre o amor - 7


ARMANDO

Estou neste banco, sentado, a aguardar a chegada de um tal de comboio. A mãe disse-me que é o transporte que nos vai levar a Lisboa. Parece que Lisboa é a cidade grande. Ouvi o senhor padre dizer que é lá que existem coisas que não há na nossa terra.
Aqui, sentado, escuto as vozes de muitas pessoas que também esperam o comboio; queria tanto poder andar por aí a mexer nas coisas, a ver, seja lá o que isso for; mas a mãe não me deixa. Diz que tenho de ficar aqui junto dela.

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

Metamorfose

Quero
Na madrugada de inverno amar-te
No forno quente dos lençóis
No teu forno entrar
No teu abraço me perder
E no eco do teu sussurro gemido
Beijar-te!

domingo, setembro 20, 2015

O jogo



caminhamos ao longo do terreno que pisamos sem a certeza de que seja seguro,
pelo menos seguro como o desejamos.
saltamos de ponte em ponte,
voamos de nuvem em nuvem, sem aquele descanso que ansiamos e merecemos, simplesmente por que ansiamos segurar algo que desconhecemos mas que, certamente, já um dia ouvimos alguém falar.
que procuramos, afinal?
ao longo do caminho as descobertas fazem de nós uns exploradores do desconhecido em busca de um objectivo mutante que se vai transformando a cada passo.
conseguiremos realmente definir esse objectivo?
cada passo é uma peça de puzzle que não conhecemos,
um gole na bebida que nos alimenta, por vezes envenenada, outras vezes encantada.
e nesse encanto venenoso, que queremos seja precioso, encontramos barreiras que vencemos, pensamos nós e que, afinal, nada mais são do que passagens para níveis diferentes, de um jogo onde entramos e jogamos...
... o jogo da vida!






sexta-feira, julho 27, 2012