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domingo, novembro 01, 2015


O trono está cheio de um ar vazio de poder, mas muito interesse nas terras que a todos pertence.
É um trono cujo rei, sem coroa, vai jogando as suas peças de xadrez a seu belo prazer, pensa, mas que não se apercebe que o seu reinado está a chegar ao fim, prestes a cair, a se desmoronar como um castelo de areia que foi invadido por uma onda do mar, daquelas que se formaram, mas que ele não quis ver.

O trono está podre. O trono está pobre.
O trono que tem nas suas bases riqueza enorme, mas que fraqueja. Fraqueja na sua essência...o respeito humano! O trono está pobre, de princípios, de projectos sociais, se solidariedade, de verdade. É um trono sustentado por mentiras e pressões, por ameças e acções repressivas, por maldade, ganância e desprezo.

O trono está na iminência de cair, sem glória, sem história, sem apoio, sem vitória.
É o trono da casa real angolana, de "dos Santos", que não vê a areia da ampulheta a chegar ao fim e insiste em dar murros em pontas de facas.

E se hoje o rei tem apoiantes externos, porque lhes interessa, afinal os diamantes e o petróleo são riquezas que pagam as amizades, amanhã, na sua queda, na sua desgraça, na sua angustiante miséria, o rei vai estar nu, só, abandonado e com os dedos indicadores dos interesseiros externos a si apontados.

O trono está prestes a cair e muito sangue irá derramar. O reino a seu reino. O povo a seu terreno.
E ou muito me engano, ou quando o reino cair, haverão generais empalados, como nas mais bárbaras batalhas de Chaka Zulu.

quarta-feira, outubro 28, 2015


Poderei algum dia ser rei?
Não daqueles que usam coroa, ou fazem que usam. Não daqueles que sem saberem o por quê, mandam decapitar a razão ou a contradição dos seus propósitos, não daqueles que não sendo, se julgam ser.

Poderei algum dia ser rei?
Um rei a valer. Um rei daqueles fortes, não de músculos exuberantes, mas de palavras incisivas. Um rei capaz de mandar dar de comer aos pobres e deixar falar os mudos, não aqueles que não podem falar, mas os que não deixam falar.

Poderei algum dia ser rei?
Um rei dos filhos, dos netos, dos amigos. Não um rei de coroa ou alteza de cadeirão. Mas sim um rei, sim, destes de letra minúscula, mas que nas suas palavras se torna maiúsculo. Um rei de amigos. Não o de umbigo pequeno, mas o de mesa farta e braços grandes.

Poderei algum dia ser rei?
Um rei que deixe um legado de amizade, valores, paixão. Não um rei de trono curto e perna torta. Não um rei de coroa falseada em esmeraldas de vidro que se partem e esfumam no ar.

Poderei algum dia ser rei?
Um rei de reino pequeno, sem coroa, sem vaidade, sem ganancia, arrogância ou proa. Um rei que saiba caminhar, conheça os passos que tem de dar e principalmente um rei que não pise os seus iguais ao passar. Um rei humilde a amigo, conhecedor dos seus reinantes e que possa, num amplo partilho partilhar o espaço ao seu redor, com outros reis a reinar.

Nos meus escritos sou rei. Sou um rei de caneta na mão, onde despejo os sentimentos, as paixões, a imaginação. Sou um rei onde o meu reino è na folha que rabisco a minha emoção.