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sexta-feira, junho 12, 2020

A cor da batalha

Ardem as ruas
Numa luta cega
Sem regras, com sentimento
Na busca do alimento
Que a uma sociedade
Débil e vulnerável
Ludibriada pela efémera luxuria
Mate a fome.

domingo, novembro 01, 2015


Os degraus que se me deparam e que tenho de conquistar, são aqueles que me elevam e farão chegar lá acima, não da arrogância, prepotência ou vaidade, mas sim do orgulho e amizade. - Miguel Branco

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Em busca do Oásis perdido



Muitas são as vezes em que cada um  de nós, eu, tu, ele... e todas as pessoas, sejam num pequeno grupo ou num grupo enorme cujo tamanho pode sempre ser avaliado pela sua grandiosidade social, emocional,qualificativamente ou em quantidade. Todos....ou quase todos, já percorremos ou percorremos ocasionalmente, se bem que essa ocasião por vezes é tão rotineira que chega a ser confundida com a permanência... o deserto.

São dunas, ainda que por vezes e tantas vezes ou maior parte das vezes distintas das secas dunas que vestem os deserto que nos habituamos a ver nos livros da escola, nos programas televisivos do National Geographic ou simplesmente na boca que quem lamenta a falta de sorte. São momentos que parecem não acabar mais, sem um fim anunciado, declarado ou prescrito. São dunas que beijam o céu e nos dificultam a progressão que tanto desejamos. São dunas de areia movediça que requerem de nós habilidades que julgamos não ter ou alcançar.

Mas um dia e que dia, esse dia que não vislumbramos...chegará. Chegará e nos premiará a nossa luta com uma conquista de termos chegado, alcançado, superado aquelas malditas dunas, de termos conseguido ver antes da cegueira da cegueira duna que nos tentou cegar. Esse dia, nem que seja na morte, nos permitirá chegar com orgulho, personalidade, postura e brio ao tão desejoso e almejado Oásis.


Foto: Nepenthes

segunda-feira, janeiro 02, 2012

2012 - Ano de imensas mudanças

Estive ontem a ver o filme "2012" que passou na SIC e, apesar de alguns efeitos especiais bem conseguidos, não estou de todo em crer que haja a minima possibilidade de tal acontecer.

Aquela questão das arcas e dos chineses, seria bem possivel que tal acontecesse, pois afinal, neste momento, quem teria capacidade financeira para avançar para um investimento grandioso como aquele?

Ainda assim, não me parece que hajam tão violentas alterações no planeta. No entanto, grandes alterações vão ocorrer para a vida de cada um e de todos em geral, disso não temos dúvidas e nem tão pouco é necessário ter um programa de cartas mágicas num qualquer canal de televisão a dizer uma baboseiras.

Este ano vai ser, acima de tudo, um ano de grandes constragimentos sociais, politicos e económicos, onde vai ser necessário que cada um de nós, antes demais, efectue uma reflexão e auto-critica dos seu valores e capacidades, pois terá de haver muita imaginação para atravessar este imenso deserto. Quem se aguentar, no final entrará na "Era de Ouro", porque ela virá, e aí sim, estará com novas atitudes que lhe permitirão encarar a bonanza de outra forma. De um modo mais adulto, responsável e maduro.

Fomos durante muito tempo habituados a comer sem procurar. Chegou a altura de pegarmos na cana da pesca e começar a aprender a pescar, pois só desta forma daremos valor ao que conquistarmos.

O Anibal disse estar preocupado socialmente com o Ano 2012, mas no entanto, quando as "vacas" europeia jorravam leite por tudo o que eram poros, hipotecou-nos a esperança, o futuro, a capacidade de pescar.

Está na hora de arregaçarmos as mangas e em unidade, sem olhar se o outro tem mais do que nós, trabalharmos lado-a-lado em busca de um futuro melhor. Devemos isso às próximas gerações, sob pena de, se o não fizermos, sermos acusados, tal como acusamos agora as gerações passadas.