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sábado, junho 13, 2020

Fuga do Rei

Às águas lançado já vai
Num mar oculto de incertezas
Almas perdidas na noite
Sorrisos vendidos às serpentes.

É a esperança no amanhã
A última carta jogada
O cheque-mate final
A morte já anunciada.

E se à coragem vier a razão
Do esforço, a conquista
O sonho liberto de correntes.

Ao reino, o Rei fugirá
Num futuro auspicioso
Aos Reis supremos, o reino morrerá!


*Critica aos Governos e governantes que se limitam a observar a morte de um povo.

sexta-feira, junho 12, 2020

A cor da batalha

Ardem as ruas
Numa luta cega
Sem regras, com sentimento
Na busca do alimento
Que a uma sociedade
Débil e vulnerável
Ludibriada pela efémera luxuria
Mate a fome.

quinta-feira, junho 04, 2020

América a ferro e fogo

Os dias têm sido complicados para o "social" Donald Trump. Quando tudo parecia - parecia! - serem ventos favoráveis para a Nau do senhor de cabelo amarelo nova iorquino, onde a economia seguia a bom ritmo e a arrogância do homem estava no seu auge, levantando uma nova guerra contra os seus rivais chineses, eis que um vírus, um pequeno/ grande vírus, oriundo dessa mesma China, dá inicio a uma queda profunda do castelo de areia dourada.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

# Nem eu...



Desembrenho a caneta, num movimento de volta e meia, e mergulho-lhe a ponta no tinteiro de tinta permanente. Acciono o embolo e encho o compartimento de liquido negro. Do monte de folhas de papel branco, cândidas, que se acumula, simétrico, diante de mim, extraio uma unidade.

Olho-a.

sexta-feira, dezembro 23, 2016

# Morte em Angola







Após ver esta reportagem, fiquei ainda mais revoltado com o que se vai passando em Angola. Um país riquíssimo, cheio de potencial e possibilidade de proporcionar aos seus habitantes um bem-estar de vida, que não tem de ser de ostentação de riqueza, mas sim de necessidades básicas de vida, educação, saúde e justiça.

domingo, novembro 27, 2016

# Do colapso americano ao holocausto mundial (3)

(continuação)

A Rússia e o inicio de Putin

Com a NATO fora de acção e os Estados Unidos da América ocupados com o alargamento a sul do seu território, Putin lançará um ataque letal contra a Crimeia, no sentido de marcar uma posição de força e poder. De seguida irá dar inicio à conquista e anexação das antigas provincias da ex-URSS e respectivo alargamento à Europa, entrando pela Bielorússia e Ucrânia, acedendo desse modo à Polónia e posteriormente Alemanha e Républica Checa.

sexta-feira, novembro 18, 2016

# E assim é, e assim será!


O Mundo encontra-se numa fase de mudanças profundas e rápidas, violentas, desconhecidas e perigosas. Mudanças que fazem com que corramos em direcção a um abismo, mas só vejamos um prado verdejante.

Com as extremas-diretas e todos os seus grupos representantes a ganharem força social e politica, a visão não muito longínqua de comportamentos xenófobos e racistas são, cada vez mais, uma realidade presente.

quinta-feira, novembro 10, 2016

# O que a história não ensinou ou o que não quisemos aprender?


O Planeta é redondo e andando, andando, acabamos sempre por voltar ao ponto inicial ou ver REPETIR-SE o que já aconteceu antes, que podemos ou não gostar, protagonizado pelos menos actores ou por outros, eventualmente.

sábado, setembro 03, 2016

Soldado




Partiste num adeus confuso
Naquela manhã ao acordar
e contigo levaste prosas e certezas
Sonhos, magoas e no luar
Juramos amor eterno, ao sol
Paixão futura, tu areia e eu o mar.

E no livro que escrevemos
Na capa que desenhaste
O fim não soube anunciar
O fim não soube contar
O fim não se pode ler e amar.

Largaste a caneta antes do raiar
Onde as palavras foram de sabão
Que se desfizeram nas lágrimas secas,
Nas lágrimas sentidas de um soldado, ladrão.

A luta terminou num incentivo, ataque
Na epopeia vindoura de sentimentos
Na busca de um Porto Sentido.

No caminho de ondas velejo agora só, perdido
Perdido ao vento, agasalhado nas rajadas
Entorpecido nas marés, grandes vagas.

Abri os braços e elevei-me aos céus,
Fechei os olhos e vi galáxias,
Cosmos de sensações novas à deriva.

Perguntaste-me, um dia, amiudes
Se sabia controlar meus sentimentos
E eu,  eu respondi-te sem medo
Na razão e na certeza
Que sei amar os momentos.

E num voo picado te entregas
E num mergulho de vertigem me entrego
E tu em mim te pegas
E eu em ti me pego.

Naquele adeus estranho e confuso
Naquele momento de olhar embargo

Deixo-me dormir, acordado.

segunda-feira, novembro 30, 2015



A Europa está a transformar-se num condomínio fechado no meio da favela da rocinha.
Num perfeito "Copy - Paste" do que aconteceu em Berlin no final da 2ª Grande Guerra, os mais diversos países constroem enormes muros nas suas fronteiras, isolando e isolando-se dos países vizinhos, abstendo-se do diálogo capaz de levar à descoberta de uma solução global para os problemas emergentes, qual antídoto, para a "peste" dos refugiados.

Mas não é por ficar em casa que o Homem não se constipa. Basta que haja uma pequena fenda na envoltura para que a corrente de ar aconteça. Basta uma pequena fratura, para que a água passe. Basta uma revolta, para que a Guerra aconteça.

Saberemos lidar com esta União Europeia que se desfragmenta a cada dia que passa, ainda que os seus supostos pedreiros insistam em colocar massa, da mais barata e fraca, tentando camuflar e escamotear a realidade? A promiscuidade entre tantas partes é tanta e tão forte, que em breve tempo os radicais nos mostrarão o que irá acontecer, infelizmente.

Parece-me, pelo que vou vendo e lendo na comunicação social, que Paris foi apenas o destrancar da porta. O Condomínio Fechado, de fechado já nada tem. Está escancarado.

domingo, novembro 15, 2015


A amizade é um sentimento sem limites, quando verdadeira.
E será verdadeira? Será real, aquela que alegamos sentir por alguém?
Penso hoje que há tanta amizade por demonstrar e tanta, mas tanta amizade falhada.
Sinto que, contrariamente ao que se diz, a amizade não tem de ser de longe, mas pode ser de perto, de já, do momento antes do agora, da verdade, do sentimento, do momento.
E já que sentimos essa amizade, por que não a comemoramos?
E já que sabemos essa amizade, por que não a exuberamos, jubilamos e comemoramos?
Será a amizade um dinossauro de um tempo perdido?
Não o creio!

Quero aproveitar a amizade. Aquela verdadeira, a descomprometida de interesses, mas jurada de amor, carinho, fraternidade.
Quero juntar os meus amigos, aqueles que se sentem como tal e com eles usufruir do tempo que estivermos juntos.
Quero beber um copo de vinho com eles, num copo igual para todos, com a mesma quantidade de liquido, com as mesmas palavras, os mesmos sentimentos, a mesma harmonia.
Quero abraçar os meus amigos e dizer-lhes que os amo, pois amanhã pode ser tarde demais.

Os atentados em Paris, na Síria, no Iraque ou na Nigéria, fazem-nos, ou devem fazer-nos pensar no que realmente queremos, o que seguimos, o que desejamos.

sábado, novembro 14, 2015


O terror desceu, uma vez mais, a França, desta feita à cidade luz, a capital Paris, onde os amores passeiam de mão dada, trocam palavras de afecto e promessas eternas. O terror varreu as ruas da cidade onde o Arco do Triunfo foi erguido, por ordem de Napoleão Bonaparte em comemoração às vitórias militares, passava o ano de 1806.

Quando numa sexta-feira que foi 13, para alguns considerado azar, para alguns foi de grande azar. Azar de existir gente sem escrúpulos, sem valores, sem discernimento emocional e intelectual, que se apresenta à multidão, cheios de falta de moral, completos de frustrações.

Paris foi, de súbito, invadido por um medo profundo, de incertezas, de tantas dúvidas, de muitas amarguras e repletas emoções, tão variadas quanto reais.

Os parisienses e quem visita a cidade luz, vê-se violentado por uma organização assassina, que não respeita nada nem ninguém, que espalha o terror, que se alimenta do sangue alheio, como vampiros sedentos de um alimento do qual não têm direito.

O Estado Islâmico, como entidade que se diz responsável pela barbárie de Paris, veio provar que os serviços de informação e segurança franceses são muito limitados, desprevenidos e incompetentes, pois com tantos avisos e sinais, não foram capazes de prever este trágico acontecimento.

Este ataque é algo que deve levar os responsáveis a reflectir, não apenas os franceses, mas os de todos os países, possíveis alvos.Estarão os países preparados para defender os seus cidadãos? Fica a pergunta no ar.

quinta-feira, setembro 24, 2015

Migrantes da sua própria arrogância e ignorância




Segundo a definição de diversos dicionários portugueses, "Migrante" é aquele que muda de região dentro do próprio país ou mesmo de país. É o movimento, que pode ser de massas, como se vê actualmente com os migrantes que vêm da Síria, do Líbano, da Palestina e outros países mais, rumo à Europa, em busca de uma vida melhor.

Europa que se diz unida... sim, unida! União Europeia.

A verdade é que esta União Europeia, como lhe chamam os timoneiros, aqueles que sentados ao leme conseguem levar a nau a navegar ao sabor da boa correnteza, numa postura altiva, prepotente e cega. Esta União Europeia é sim unida nessa correnteza, assim como todos nós, marinheiros de uma nau à deriva, sem que nos apercebamos que tal assim é, até a maré virar e os timoneiros, aqueles altaneiros, lá no seu posto de comando nos dizerem que, com a maré contra, não sabem navegar.

Olhamos os migrantes de sul, levantamos-lhes barreiras, criticamo-los e esquecemo-nos que também nós somos migrantes de verão, quando nos deslocamos dentro do nosso país, nas mais diversas direcções e quando, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta saímos em massa, tal como acontece hoje, para outros países não apenas da Europa, mas do Mundo.

Se os migrantes de sul fogem de uma guerra militar e civil, de guerras étnicas e xenófobas, nós, do sul da Europa, nomeadamente os portugueses, fugimos de uma ditadura, para França, essencialmente e hoje fugimos de uma guerra social, financeira e económica, migrando em massa, para países do norte da Europa, essencialmente.

E ao longo deste processo todo, onde está a nossa suposta compaixão pelos povos sofredores? Ah, já sei! Apenas está quando eles estão longe e não nos incomodam. Assim podemos montar todos os movimentos de solidariedade, porque fica bem socialmente. Mas se eles vêm ter conosco, montamos muros, não de betão, como outrora se fez em Berlim, mas sim de arame farpado, homens armados e condições xenófobas.

Esta Europa, ou melhor, esta União Europeia, não passa de uma farsa de tamanho descomunal onde, quando tudo está bem é fácil de gerir, mas quando algum problema social, essencialmente, porque militar ainda não foi conhecido, mais ou menos, pois podia falar dos aviões russos que a sobrevoaram e a espiaram, mas social, as coisas complicam-se e, para além de não se conseguir um consenso de actuação, constata-se que não existe um plano de acção num pressuposto acontecimento futuro.

Resta saber o que farão os países do sul da Europa, quando a peste, aquela de que os leitores, os mais dois, para além de mim, se estão a rir deste meu devaneio, surgir e se disseminar nesses países como Inglaterra, Noruega, País de Gales, etc... certamente esta União Europeia irá erguer muros e obrigar que os migrantes provenientes desses países morram.