Muitos são os que dizem que "Natal" é tempo de Paz, solidariedade, amizade, e outras balelas mais. Que é uma época do ano em que as pessoas esquecem as suas diferenças e perdoam...até dia 26 de Dezembro aquilo que mais odeiam entre elas.
Na verdade a época natalícia nada mais é do que uma fase do ano de extremo consumismo, hipocrisia, snobismo, sobriedade e uma frieza nos abraços entre espécimes que se odeiam com facas nas mãos.
O Natal nada mais é do que um breve momento no tempo onde já se esqueceram os princípios religiosos (daqueles que o são - não eu), do aproveitamento de uma cultura de crentes que olham para o momento e tapam com uma peneira todo o ano que ficou para trás.
Natal é tempo de uma fartura que se dá pelo nome de cartão de crédito, que mais tarde trará dissabores, lamurias e desgostos.
Natal é o que cada um de nós quiser e para muitos nada mais do que uma palavra com cinco letras.
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segunda-feira, dezembro 24, 2018
sábado, dezembro 24, 2016
# Texto de natal
Na epoca de natal espera-se que surjam as mais diversas mensagens cheias de sentimento e maiores desejos de prosperidade.
A minha mensagem de natal vai no sentido de, quando estiverem a trinchar o peru, se lembrem da pornografica numerologia de pessoas que nem um pao possuem nesta noite para comer.
Sejam felizes e humanos.
A minha mensagem de natal vai no sentido de, quando estiverem a trinchar o peru, se lembrem da pornografica numerologia de pessoas que nem um pao possuem nesta noite para comer.
Sejam felizes e humanos.
sábado, outubro 29, 2016
# Humor
Por esta ocasião, as grandes superfícies comerciais já nos começam a lembrar que a época natalícia está à porta, é verdade, mas será que havia necessidade ao Sporting Club de Portugal, tentar antecipar-se nessa lembrança?
É verdade que querem andar em primeiro, mas será que também aqui dá direito a troféu?
terça-feira, setembro 13, 2016
Na Hora
Está a chegar ao fim - digo eu - o tempo quente de Verão, os fins de tarde no café - como bastantes pessoas fazem, numa comemoração de mais um dia de trabalho prestado - ou uma passeata na praia, de calças arregaçadas, a saborear o fresco da água do mar.
Está a chegar o frio e a chuva e o vento e a roupa, essa roupa que nos faz parecer um chouriço. Estão a chegar as músicas melancólicas de inverno, as músicas de Natal, as depressões pós-férias - esta nunca entendi...enfim! Trabalhem, mas é! - e as conversas saudosistas de uma férias já idas.
Está a chegar o momento em que os nossos filhos têm de regressar à escola e deixar para as próximas férias o estado letárgico e a engorda continuada. Estão a chegar os domingos de manhã de ir à bola.
Está a chegar o frio e a chuva e o vento e a roupa, essa roupa que nos faz parecer um chouriço. Estão a chegar as músicas melancólicas de inverno, as músicas de Natal, as depressões pós-férias - esta nunca entendi...enfim! Trabalhem, mas é! - e as conversas saudosistas de uma férias já idas.
Está a chegar o momento em que os nossos filhos têm de regressar à escola e deixar para as próximas férias o estado letárgico e a engorda continuada. Estão a chegar os domingos de manhã de ir à bola.
sábado, dezembro 26, 2015
A convite do meu amigo Emídio fui até ao Natal que a Casa ofereceu, uma vez mais, aos seus utentes, pessoas carenciadas, sem rosto, com história, umas melhores que outras, umas menos agradáveis que outras, umas diferentes de outras.
São histórias de vida, histórias que marcam, cada uma, a sua viagem, o seu trajecto, diferentes trajectos que hoje se encontram num entroncamento de pobreza, necessidade, solidão, por vezes e alguma angústia, certamente. Mas encontram-se numa "biblioteca" que acolhe as suas páginas, numa ajuda de vida melhor, que escrita enriquecida e de leitura capaz.
Fui convidado a participar, sob o pretexto de ler uma história aquelas estórias. E contei...penso eu!
Contei a história de uma vida que não conheço o ponto inicial, mas consegui imaginar parte dela e encontrei o ponto actual. Contei uma história que creio ser a de cada uma daquelas pessoas, que diante de mim me escutaram. Contei aquela que espero ser a história deles, ainda que me tenha apercebido das suas dificuldades.
Sabendo da dificuldade em que a Casa tem em conseguir, por vezes, alimentação para chegar a tanta gente, seria fantástico que as grandes superfícies comerciais da cidade pudessem auxiliar, assim como os cidadãos. Seria fantástico que se desenvolvessem esforços para se conseguir uma infraestructura móvel ou mesmo fixa, capaz de proporcionar um banho quente, diário, aos sem-abrigo e aos carenciados.
Da minha parte uma certeza tenho. Vou desenvolver esforços para conseguir mais e melhor apoio à organização que não tem fins lucrativos. E apelo a todos quantos lerem este texto que o façam também, sem interesses, preconceitos ou vergonha.
Fotos: Carlos Miguel e Casa
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