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sexta-feira, março 27, 2020

Ensaio sobre o amor - 6


O NASCIMENTO DE ARMANDO

Estava um dia solarengo e Manuela sentiu que chegara a hora de parir. Chamou António, que andava a tratar das alfaces na horta e pediu-lhe que chamasse a enfermeira Emília, pois a cria estava a nascer.
António correu até à casa da enfermeira que, em Azinhaga, também era parteira. Numa passada aligeirada e quase de reboque lá chegou Emília a casa da família Pereira.
Manuela tinha preparado, já há algum tempo, umas toalhas que não permitia que António utilizasse. «São para quando a cria nascer», dizia, assim como umas roupas que a dona Joaquina lhe houvera oferecido. Quando chegaram a casa, Manuela estava deitada e transpirava abundantemente. As dores abdominais eram muitas e mantinham uma frequência ritmada. A respiração era a de um canino cansado após uma correria. António chegou-lhe mesmo a perguntar se ela queria um púcaro de água. Talvez estivesse com sede, pensou.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

#As cores da escuridão - 1



A vida é um puzzle de experiências, vivências, opções, alegrias, frustrações, contendas e avidezes. É um caminho nem sempre plano e por vezes replecto de obstáculos e amarguras, os quais teremos de enfrentar, em tantas ocasiões, de braço dado com quem nos quer corroborar e ajudar a conquistar o trilho, outras vezes sós; existem momentos ao longo do caminho onde a escuridão é total, não vislumbramos soluções, convencemo-nos que estamos perdidos e equacionamos se não vamos desistir de caminhar, lutar. Alguns fazem-no!

domingo, janeiro 15, 2017

# O perigo do gelo negro nas estradas portuguesas



Portugal encara, esta semana, o pico da variação das temperaturas, devendo o termómetro atingir valores negativos, tanto no interior do país como nas localidades mais litorais.

Esta variação bruscas de temperaturas vai fazer com que, nas estradas, surjam camadas de gelo que diminuem o atrito dos pneus e por, conseguinte, aumentam as distâncias de travagem e paragem.

terça-feira, setembro 13, 2016

Na Hora

Está a chegar ao fim - digo eu - o tempo quente de Verão, os fins de tarde no café - como bastantes pessoas fazem, numa comemoração de mais um dia de trabalho prestado - ou uma passeata na praia, de calças arregaçadas, a saborear o fresco da água do mar.

Está a chegar o frio e a chuva e o vento e a roupa, essa roupa que nos faz parecer um chouriço. Estão a chegar as músicas melancólicas de inverno, as músicas de Natal, as depressões pós-férias - esta nunca entendi...enfim! Trabalhem, mas é! - e as conversas saudosistas de uma férias já idas.

Está a chegar o momento em que os nossos filhos têm de regressar à escola e deixar para as próximas férias o estado letárgico e a engorda continuada. Estão a chegar os domingos de manhã de ir à bola.