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domingo, junho 28, 2020

Francisco Sá carneiro "O Servidor"

Francisco Sá Carneiro disse que precisava de um sistema para servir as pessoas e não  de pessoas que se sirvam do sistema. Ele tinha o "sonho português", mas por infortúnio do destino - se é que tal existe - e quando ainda tanto tinha para dar ao país, foi-lhe usurpada a vida numa ocorrência com tanto ainda por esclarecer, com o conluio de todos os partidos politicos com assento parlamentar, desde essa fatídica data de 1980 até aos dias de hoje.  

domingo, junho 07, 2020

A hipocrisia do plástico, não!

Andou a menina Greta Thunberg a faltar às aulas e sujeita a dolorosas viagens de veleiro, a ter de escutar impropérios por parte de um homenzinho cor-de-laranja, falar, em boa voz, Como se atrevem, na assembleia da ONU, tudo em prol do planeta, em defesa dos oceanos, buscando e apregoando aos bons comportamentos, humanos - sim, porque é essa a espécie que poluí em demasia, se nos abstivermos da concentração dos bovinos, aqueles de quatro patas que abundam nas fazendas texanas e no Sertão brasileiro, que produzem uma quantidade enorme de metano - para que o planeta possa respirar e rejuvenescer de uma morte anunciada quando, num desconfinamento feito à pressa com a pressão económica para uma reabertura de um mundo frágil e vulnerável, após dois meses de um retiro de purificação, fazem sair um despacho que impõe - e é só mais uma barbaridade a juntar a outras tantas - o uso de capas plásticas nos bancos dos automóveis do ensino da condução, capas que têm de ser substituídas regularmente durante o dia, produzindo-se desse modo toneladas de lixo de plástico.

domingo, fevereiro 12, 2017

# O tempo perdido no Parlamento



Quando À noite me consigo sentar no meu sofá a ver o noticiário, estou sempre à espera que, a qualquer momento surja uma ou outra notícia sobre os trabalhos parlamentares portugueses, as discussões, as faltas de educação, as mesquinhices e o esgrimar de argumentos sem qualquer tipo de argumentação, que apenas servem para justificar um lugar no Governo ou um lugar numa qualquer bancada parlamentar.

domingo, julho 31, 2016

Literatura e interpretações



Sempre me senti prejudicado, enquanto estudante, pelo simples facto de, sempre que colocava em causa as conclusões que os professores de lingua portuguesa, essencialmente, davam como certas quando pediam aos alunos para interpretarem um texto ou um poema de um qualquer autor...seja ele qual for.

Algumas, talvez bastantes, admito, foram as vezes em que coloquei a questão «Como pode afirmar que esse era o sentimento do autor deste poema» - ou - «Em que é que se baseia para afirmar que o autor queria mesmo dizer isso neste paragrafo ou frase». Coloquei as questões e os professores simplesmente me mandavam calar, sem conseguirem argumentar, esgrimindo opiniões sobre a minha conduta como sendo destabilizador, pouco estudioso ou mesmo engraçadinho.

Fui prejudicado por que os ditos professores foram formatados para interpretar um determinado texto ou passagem de uma ou outra forma, não tendo a possibilidade, enquanto jovens, de poderem pensar por si, de poderem ver a coisa de forma diferente, de terem uma opinião formada.

Fui prejudicado por que questionava, por que não aceitava que me colocassem à parte, por vezes até os colegas, porque é mau para as notas estarmos do lado de um colega que os professores têm como indisciplinado, quando apenas quer saber a razão da existência de uma linha de pensamento ou interpretação. Sim, fui prejudicado, por que tive professores que não tinham um pensamento próprio, livre de amarras, solto de preconceitos sobre o pensamento livre.

Devo referir que tive uma professora de lingua portuguesa que não era assim. Essa professora permitia-nos expor o nosso ponto de vista, tentando, não moldar-nos, mas sim levar-nos a reflectir sobre o nosso ponto de vista e sobre o ponto de vista instituído. Não nos deixava divagar por incertezas ou especulações, é verdade, mas aceitava a nossa visão, se bem assente numa explicação sã.

Senti-me prejudicado, sim! E hoje, quando escrevo, escrevo livremente as minhas ideias, os meus ideais, a minha forma de ver o Mundo, as coisas que me rodeiam, de interpretar o que quero, como quero ou, simplesmente não interpretar, não tentar colocar no pensamento do autor, seja ele qual for, aquilo que ele realmente não estava a pensar ou quis dizer.

Quem é que conheceu Camões, para ter a certeza que ele disse o que dizem que ele disse, ou que escreveu aquilo que dizem que escreveu. Até a bíblia, esse livro sagrado para os crentes cristãos, tem sofrido alterações, ao longo dos milenios, e interpretações.

Parece-me que o mais importante é perceber se os alunos ou as pessoas têm ideias próprias e quais são os seu ideais. Se sabem perceber o que os rodeia e que interpretação dão aos sinais. Qual a sua razão das coisas. Porque se assim for, estou certo que teremos pessoas mais ricas, mais sabedoras e mais capazes de ocuparem cargos de chefia e de decisão, ao invés de termos energúmenos a engordarem incultamente e formatados grosseiramente, no Parlamento, a decidirem o futuro caminho de um povo amordaçado.

quarta-feira, julho 13, 2016

Conspiração



"No parlamento o dia estava reservado à discussão sobre a proposta governamental de aquisição de material militar, nomeadamente o Fuzil de assalto HK 416, uma arma de fabrico alemão, com um alcance de 1000 metros e uma eficácia garantida de 400 metros, com capacidade para realizar, por minuto, entre setecentos a novecentos disparos. Tem um comprimento de 690 milímetros e um peso de 2,950 kg. 

Tratava-se de um investimento de três mil milhões e meio de euros.