De coisas simples é feita a
vida de cada um de nós.
Coisas simples, bonitas, práticas, reais e capazes de nos fazerem felizes.
Muitos são os que não valorizam o que têm, é verdade.
Muitos são os que
lamentam não terem mais...ou melhor!
De um momento para o outro tudo muda;
Vimos partir quem não
valorizamos,
Vimos sair quem não acarinhamos,
Vimos desaparecer quem tanto amamos, mas que não encantamos.
Um dia , cada dia.
Um dia, cada
tempo,
Um dia, cada momento,
Um dia...de cada vez!
Saberemos a
razão de olharmos e não vermos?
Saberemos acreditar no que não entendemos?
Conseguiremos perceber o que não percebemos ou não queremos perceber?
Conseguiremos agarrar a nossa vontade de
saber?
Olhamos para trás e percebemos,
que afinal não entendemos,
que afinal não conseguimos,
que afinal tanto
faltamos,
que não atingimos e nem sabemos porquê,
que não sorrimos, abraçamos ou choramos,
que não crescemos,
que não aproveitamos cada momento,
e que morremos.
Saberá o
tempo dizer-nos,
ensinar-nos,
compreender-nos?
Fugimos do que não conhecemos e não arriscamos
conhecer.
Falamos do que não sabemos e não procuramos nos informar.
Corremos do que não queremos e não tentamos enfrentar.
Enganamo-nos porque tememos o resultado final,
a verdade, a
razão, a existência.
Teremos conseguido atingir o objectivo?
Teremos mimado o
amigo?
Teremos compreendido a sua decisão,
chama-lo à atenção,
Abraçá-.lo na emoção,
Apoiá-lo na monção?
Devemos parar e
meditar,
devemos procurar sem a razão,
devemos escutar sem falar,
devemos observar e ver,
devemos viver, viver,
viver,
devemos ser maiores que o coração.
Conseguiremos fazê-lo ou sê-lo?
Conseguiremos
valorizar?
Conseguiremos considerar?
Conseguiremos perdoar?
Conseguiremos
alcançar?