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segunda-feira, julho 06, 2020
Organização do Cinismo Unido
segunda-feira, janeiro 22, 2018
# Nem eu...
Desembrenho a caneta, num movimento de volta e meia, e mergulho-lhe a ponta no tinteiro de tinta permanente. Acciono o embolo e encho o compartimento de liquido negro. Do monte de folhas de papel branco, cândidas, que se acumula, simétrico, diante de mim, extraio uma unidade.
Olho-a.
sexta-feira, novembro 18, 2016
# E assim é, e assim será!
O Mundo encontra-se numa fase de mudanças profundas e rápidas, violentas, desconhecidas e perigosas. Mudanças que fazem com que corramos em direcção a um abismo, mas só vejamos um prado verdejante.
Com as extremas-diretas e todos os seus grupos representantes a ganharem força social e politica, a visão não muito longínqua de comportamentos xenófobos e racistas são, cada vez mais, uma realidade presente.
quinta-feira, novembro 10, 2016
# O que a história não ensinou ou o que não quisemos aprender?
O Planeta é redondo e andando, andando, acabamos sempre por voltar ao ponto inicial ou ver REPETIR-SE o que já aconteceu antes, que podemos ou não gostar, protagonizado pelos menos actores ou por outros, eventualmente.
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segunda-feira, novembro 30, 2015
A Europa está a transformar-se num condomínio fechado no meio da favela da rocinha.
Num perfeito "Copy - Paste" do que aconteceu em Berlin no final da 2ª Grande Guerra, os mais diversos países constroem enormes muros nas suas fronteiras, isolando e isolando-se dos países vizinhos, abstendo-se do diálogo capaz de levar à descoberta de uma solução global para os problemas emergentes, qual antídoto, para a "peste" dos refugiados.
Mas não é por ficar em casa que o Homem não se constipa. Basta que haja uma pequena fenda na envoltura para que a corrente de ar aconteça. Basta uma pequena fratura, para que a água passe. Basta uma revolta, para que a Guerra aconteça.
Saberemos lidar com esta União Europeia que se desfragmenta a cada dia que passa, ainda que os seus supostos pedreiros insistam em colocar massa, da mais barata e fraca, tentando camuflar e escamotear a realidade? A promiscuidade entre tantas partes é tanta e tão forte, que em breve tempo os radicais nos mostrarão o que irá acontecer, infelizmente.
Parece-me, pelo que vou vendo e lendo na comunicação social, que Paris foi apenas o destrancar da porta. O Condomínio Fechado, de fechado já nada tem. Está escancarado.
domingo, novembro 15, 2015
A amizade é um sentimento sem limites, quando verdadeira.
E será verdadeira? Será real, aquela que alegamos sentir por alguém?
Penso hoje que há tanta amizade por demonstrar e tanta, mas tanta amizade falhada.
Sinto que, contrariamente ao que se diz, a amizade não tem de ser de longe, mas pode ser de perto, de já, do momento antes do agora, da verdade, do sentimento, do momento.
E já que sentimos essa amizade, por que não a comemoramos?
E já que sabemos essa amizade, por que não a exuberamos, jubilamos e comemoramos?
Será a amizade um dinossauro de um tempo perdido?
Não o creio!
Quero aproveitar a amizade. Aquela verdadeira, a descomprometida de interesses, mas jurada de amor, carinho, fraternidade.
Quero juntar os meus amigos, aqueles que se sentem como tal e com eles usufruir do tempo que estivermos juntos.
Quero beber um copo de vinho com eles, num copo igual para todos, com a mesma quantidade de liquido, com as mesmas palavras, os mesmos sentimentos, a mesma harmonia.
Quero abraçar os meus amigos e dizer-lhes que os amo, pois amanhã pode ser tarde demais.
Os atentados em Paris, na Síria, no Iraque ou na Nigéria, fazem-nos, ou devem fazer-nos pensar no que realmente queremos, o que seguimos, o que desejamos.
sábado, novembro 14, 2015
O terror desceu, uma vez mais, a França, desta feita à cidade luz, a capital Paris, onde os amores passeiam de mão dada, trocam palavras de afecto e promessas eternas. O terror varreu as ruas da cidade onde o Arco do Triunfo foi erguido, por ordem de Napoleão Bonaparte em comemoração às vitórias militares, passava o ano de 1806.
Quando numa sexta-feira que foi 13, para alguns considerado azar, para alguns foi de grande azar. Azar de existir gente sem escrúpulos, sem valores, sem discernimento emocional e intelectual, que se apresenta à multidão, cheios de falta de moral, completos de frustrações.
Paris foi, de súbito, invadido por um medo profundo, de incertezas, de tantas dúvidas, de muitas amarguras e repletas emoções, tão variadas quanto reais.
Os parisienses e quem visita a cidade luz, vê-se violentado por uma organização assassina, que não respeita nada nem ninguém, que espalha o terror, que se alimenta do sangue alheio, como vampiros sedentos de um alimento do qual não têm direito.
O Estado Islâmico, como entidade que se diz responsável pela barbárie de Paris, veio provar que os serviços de informação e segurança franceses são muito limitados, desprevenidos e incompetentes, pois com tantos avisos e sinais, não foram capazes de prever este trágico acontecimento.
Este ataque é algo que deve levar os responsáveis a reflectir, não apenas os franceses, mas os de todos os países, possíveis alvos.Estarão os países preparados para defender os seus cidadãos? Fica a pergunta no ar.
quarta-feira, novembro 04, 2015
Parei ao
longo do caminho de terra batida e, por momentos, breves momentos, fiquei
imóvel, petrificado.
Ali, parado,
pensei no caminho que tinha percorrido, do que tinha vivido, sofrido,
aprendido. Pensei nas vitórias, nas derrotas, nos incentivos e nas destrutivas críticas.
Ali, imóvel, senti sangue de suor, lágrimas de raiva escorrerem-me alma abaixo.
O chão
libertava um ácido calor que me consumia a vontade de seguir, continuar a
batalhar e terreno galgar.
Com o olhar
enterrado em memórias passadas, tentei adivinhar o futuro, todavia a natureza
não me concebeu esse condão.
Passaram-se
horas, dias, semanas e eu ali, parado, imóvel no caminho.
Tive vontade
de olhar para trás e perceber. Tive vontade de olhar para trás e analisar. Tive
vontade de olhar para trás e questionar. Tive vontade de me sentar e esperar.
Esperar por mais um dia, por um sinal, por um motivo, por um "sim", por um
"talvez",
por um "não".
Num momento
de reflexão assisti ao filme do caminho. Olhei-o de frente, sem temor. Revivi
momentos de glória, momentos de doce ternura, momentos de elevada dor.
Uma leve
brisa acariciou-me a face e do chão libertaram-se pequenos tornados que
avançaram no caminho.
Olhei em
frente, num olhar profundo, sem fim, sem dor, sem certeza, sem mágoa. Fitei o
horizonte, aquele lugar onde o caminho se funde com as árvores, com os rios, as
montanhas e os mares.
Olhei na
certeza de ir enfrentar mais batalhas, umas fáceis, outras complicadas. Olhei
na certeza de ir conquistar muitas lutas e perder outras tantas. Olhei na
certeza e convicção de que vou alcançar a meta, conquistar grandes momentos.
Enchi o peito
de ar, decidido, abandonei parte da razão, camuflei o coração e a emoção e sem
medo dei o primeiro de milhares de passos que tenho para dar.
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