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sexta-feira, março 27, 2020

Ensaio sobre o amor - 6


O NASCIMENTO DE ARMANDO

Estava um dia solarengo e Manuela sentiu que chegara a hora de parir. Chamou António, que andava a tratar das alfaces na horta e pediu-lhe que chamasse a enfermeira Emília, pois a cria estava a nascer.
António correu até à casa da enfermeira que, em Azinhaga, também era parteira. Numa passada aligeirada e quase de reboque lá chegou Emília a casa da família Pereira.
Manuela tinha preparado, já há algum tempo, umas toalhas que não permitia que António utilizasse. «São para quando a cria nascer», dizia, assim como umas roupas que a dona Joaquina lhe houvera oferecido. Quando chegaram a casa, Manuela estava deitada e transpirava abundantemente. As dores abdominais eram muitas e mantinham uma frequência ritmada. A respiração era a de um canino cansado após uma correria. António chegou-lhe mesmo a perguntar se ela queria um púcaro de água. Talvez estivesse com sede, pensou.