Neste mar já antes navegado
Este que testemunho marca
A morte na esperança do amanhã
A costa, salvação, alcançar.
Este mar calmo que oculta
A miséria do povo que foge
Nas profundezas escuras, mergulha,
Num silêncio, ensurdecedor e mudo.
São lançados na incerteza
Numa madrugada de esperança
Ao Pireu chegar.
São cascas de nozes, viagem,
Choros de criança, escondidos,
Sussurros de medo nas vozes!
*Poema dedicado aos migrantes que morreram na travessia do Mediterrâneo.
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quarta-feira, junho 10, 2020
sexta-feira, março 27, 2020
Ensaio sobre o amor - 6
O NASCIMENTO DE ARMANDO
Estava um dia solarengo e Manuela sentiu
que chegara a hora de parir. Chamou António, que andava a tratar das alfaces na
horta e pediu-lhe que chamasse a enfermeira Emília, pois a cria estava a
nascer.
António correu até à casa da enfermeira
que, em Azinhaga, também era parteira. Numa passada aligeirada e quase de
reboque lá chegou Emília a casa da família Pereira.
Manuela tinha preparado, já há algum
tempo, umas toalhas que não permitia que António utilizasse. «São para quando a cria nascer», dizia,
assim como umas roupas que a dona Joaquina lhe houvera oferecido. Quando
chegaram a casa, Manuela estava deitada e transpirava abundantemente. As dores
abdominais eram muitas e mantinham uma frequência ritmada. A respiração era a
de um canino cansado após uma correria. António chegou-lhe mesmo a perguntar se
ela queria um púcaro de água. Talvez estivesse com sede, pensou.
sábado, setembro 17, 2016
Separação escolar de gémeos
A questão dos gémeos é algo que sempre me deixou bastante pensativo... dois, três segundo, no máximo!; no sentido em que, dos gémeos que conheço, todos batem mal da caixa dos piolhos... todos, sem exceção!
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