Nos meados da minha primeira década de vida, foram diversas as vezes que andei á boleia, juntamente com alguns amigos e amigas. Não avaliávamos o perigo e assumíamos o risco.
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quarta-feira, julho 08, 2020
De cartaz em riste
sexta-feira, março 27, 2020
Ensaio sobre o amor - 6
O NASCIMENTO DE ARMANDO
Estava um dia solarengo e Manuela sentiu
que chegara a hora de parir. Chamou António, que andava a tratar das alfaces na
horta e pediu-lhe que chamasse a enfermeira Emília, pois a cria estava a
nascer.
António correu até à casa da enfermeira
que, em Azinhaga, também era parteira. Numa passada aligeirada e quase de
reboque lá chegou Emília a casa da família Pereira.
Manuela tinha preparado, já há algum
tempo, umas toalhas que não permitia que António utilizasse. «São para quando a cria nascer», dizia,
assim como umas roupas que a dona Joaquina lhe houvera oferecido. Quando
chegaram a casa, Manuela estava deitada e transpirava abundantemente. As dores
abdominais eram muitas e mantinham uma frequência ritmada. A respiração era a
de um canino cansado após uma correria. António chegou-lhe mesmo a perguntar se
ela queria um púcaro de água. Talvez estivesse com sede, pensou.
sábado, novembro 02, 2019
Ensaio - Escravos de um Tempo prostituído
Poema
à Humanidade
Somos
o tempo que marca
A marca do tempo que
temos
A contagem do tempo que
fazemos
Do tempo que ainda falta
Para aquele que queremos
Ou para chegarmos à a
Arca.
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terça-feira, janeiro 30, 2018
#Avaliação de desempenho tripartida
A avaliação é algo empírico à existência humana; avalia-se por tudo e avalia-se por nada. Avalia-se a cada segundo a atitude e o comportamento alheio, mas falha-se quando, cada um de nós, seja por arrogância ou medo do que se pode descobrir, não efectuamos uma auto-avaliação.
terça-feira, abril 18, 2017
# Nós! Nós! Nós!
Hoje os professores foram a Lisboa reivindicar o seu "egoísmo". Foram reivindicar o "Nós!", quando deveriam reivindicar o "Eles". E eu estava expectante se os professores iam reivindicar pontos como:
a) Exigimos que os alunos sejam aliviados da carga de material escolar que diariamente têm de transportar às costas, sob pena de terem falta de material de não transportarem alguma coisa.
sábado, novembro 12, 2016
" Educação Vs Formação
De uma vez por todas, (a)os senhores(as) professores(as) devem perceber que a escola serve para FORMAR pessoas e que, numa sala de 20 ou mais miúdos, cada um é diferente do seu par.
sexta-feira, outubro 21, 2016
O que os pais devem transmitir aos seus filhos
Todos pais que se prezem, mesmo aqueles que insistem em levar os seus filhos à porta da escola, devem saber que existem regras de segurança rodoviária associada ao facto de serem peões, que devem ensinar aos vossos filhos, olhando sempre o seu bem-estar no sistema de circulação rodoviária.
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quinta-feira, setembro 08, 2016
O meu filho não quer ficar na cadeirinha
O meu filho não quer andar na cadeirinha. Quando pode deixar de o fazer? - Esta é uma questão colocada por muitos pais/ mães, que, a cada viagem de automóvel, mesmo as de menor distãncia, sofrem com a intolerância dos seus filhos(as) ao sistema de retenção - vulgo, cadeirinhas.
sábado, junho 11, 2016
No prado verde contigo (II)
- Meninos... - começou por dizer com uma cara de gozo - ...o pensador. - disse enquanto me direccionava os seus dois indicadores - O pensador que com os seus pensamentos vai salvar o mundo das suas maleitas, os pretitos lá de África de morrerem à fome, os pobres que mendigam nas ruas, mal trapilhos, de se arrastarem ou até mesmo os glaciares do Ártico de derreterem. - olhou os meus colegas, que se riam, e voltou a colar aquele maléfico olhar na minha pessoa. Disse-me - Diga lá, pensador, em que tanto pensava? - e eu calei-me e olhei para o chão. Depois, pensei - Eu não estava a fazer mal algum. Só estava distraído da aula a pensar noutras coisas. - e foi aí que levantei os olhos do pavimento em madeira gasta e a olhei nos olhos. Sabes que eles não gostam que os olhemos nos olhos?
- Não sabia!
- Pois! Olhei-a nos olhos, primeiro, e depois para os meus colegas. Ela nesse momento dizia qualquer coisa que, se queres que te diga, nem tomei atenção do que era. Eles, riam-se todos, feitos parvos, a gozarem comigo. Todos não; a Joana, a Raquel e o Artur não se riam; estavam sérios; não achavam piada ao que se estava a passar. Olhei novamente para a professora, que continuava a mexer a boca, certamente a falar qualquer coisa que não interessava ao meu cérebro, pois mantinha-se fechado às suas palavras, e disse-lhe num tom tranquilo e sereno - Os alunos têm uma vida para além da vida da escola e têm sentimentos para além da relação de aluno. e disse-lhe e calei-me; e no meio da algazarra, uma muito pior do que o silêncio dos meus pensamentos que não estavam a incomodar a aula, ela não percebeu o que eu dissera.
- Então e depois? - indagou Maria.
- Depois disse-me assim - O que é que foi que disse?
- E tu?
- Eu respondi-lhe - Estava distraída ou a pensar na morte da bezerra?
- A sério? Ui! E ela? - o semblante era de espanto.
- Olha, ela apontou para o fundo da sala de aula e disse-me - Rua! O menino é muito mal-educado. Ponha-se na rua.
- Tu és mal-educado! Então ela é que estava a tentar envergonhar-te e humilhar-te.
- Pois! Mas é sempre assim, eles podem fazer o que quiserem, mas se nós dissermos alguma coisa, somos logo mal-educados.
-Foste para a rua. O que aconteceu depois?
- Olha... depois os meus pais foram chamados à escola, a professora pintou a manta da cor que lhe deu mais jeito, sabes como é, e depois quando cheguei a casa os meus pais vieram conversar comigo e saber a minha versão dos acontecimentos. Aceitaram-na, porque eu não lhes minto... sabes, a mentira tem perna curta e logo se descobre a verdade... dizia-te, aceitaram a minha explicação, mas logo me pediram que não entrasse em conflito com os professores.
- Está bem, não achas?
(continua)
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