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segunda-feira, agosto 15, 2016
- Estamos de férias -
"Estamos oficialmente de férias!" - poderia eu gritar se, repito, se, o Tó não tivesse oficializado o 15 de Agosto (com letra maiúscula) como aprendei durante a minha instrução primária com uma professora formada e reconhecida pelo ministério da educação e não por uma professora que lhe vê imposto ensinar os alunos ao abrigo de um acordo ortográfico que, vejam bem, nem o nosso Presidente da Républica, o Professor Marcelo, das notas ao domingo na TVI, diz respeitar enquanto cidadão.
Pois dizia eu que poderia gritar - Estamos de Férias - se o feriado do 15 de Agosto não tivesse regressado; mas regressou; e felizmente que regressou por que nós merecemos. E como regressou, hoje não posso gritar - Estamos de férias - (sim, estamos, porque eu falo à enfermeiro; na terceira pessoa do plural; vamos tomar o remédio, vamos tirar a febre, vamos isto, vamos aquilo - como se eles o fizessem.) - mas amanhã, sim, amanhã, já poderei gritar a bons pulmões
- ESTAMOS DE FÉRIAS -.
sábado, junho 11, 2016
No prado verde contigo (II)
- Meninos... - começou por dizer com uma cara de gozo - ...o pensador. - disse enquanto me direccionava os seus dois indicadores - O pensador que com os seus pensamentos vai salvar o mundo das suas maleitas, os pretitos lá de África de morrerem à fome, os pobres que mendigam nas ruas, mal trapilhos, de se arrastarem ou até mesmo os glaciares do Ártico de derreterem. - olhou os meus colegas, que se riam, e voltou a colar aquele maléfico olhar na minha pessoa. Disse-me - Diga lá, pensador, em que tanto pensava? - e eu calei-me e olhei para o chão. Depois, pensei - Eu não estava a fazer mal algum. Só estava distraído da aula a pensar noutras coisas. - e foi aí que levantei os olhos do pavimento em madeira gasta e a olhei nos olhos. Sabes que eles não gostam que os olhemos nos olhos?
- Não sabia!
- Pois! Olhei-a nos olhos, primeiro, e depois para os meus colegas. Ela nesse momento dizia qualquer coisa que, se queres que te diga, nem tomei atenção do que era. Eles, riam-se todos, feitos parvos, a gozarem comigo. Todos não; a Joana, a Raquel e o Artur não se riam; estavam sérios; não achavam piada ao que se estava a passar. Olhei novamente para a professora, que continuava a mexer a boca, certamente a falar qualquer coisa que não interessava ao meu cérebro, pois mantinha-se fechado às suas palavras, e disse-lhe num tom tranquilo e sereno - Os alunos têm uma vida para além da vida da escola e têm sentimentos para além da relação de aluno. e disse-lhe e calei-me; e no meio da algazarra, uma muito pior do que o silêncio dos meus pensamentos que não estavam a incomodar a aula, ela não percebeu o que eu dissera.
- Então e depois? - indagou Maria.
- Depois disse-me assim - O que é que foi que disse?
- E tu?
- Eu respondi-lhe - Estava distraída ou a pensar na morte da bezerra?
- A sério? Ui! E ela? - o semblante era de espanto.
- Olha, ela apontou para o fundo da sala de aula e disse-me - Rua! O menino é muito mal-educado. Ponha-se na rua.
- Tu és mal-educado! Então ela é que estava a tentar envergonhar-te e humilhar-te.
- Pois! Mas é sempre assim, eles podem fazer o que quiserem, mas se nós dissermos alguma coisa, somos logo mal-educados.
-Foste para a rua. O que aconteceu depois?
- Olha... depois os meus pais foram chamados à escola, a professora pintou a manta da cor que lhe deu mais jeito, sabes como é, e depois quando cheguei a casa os meus pais vieram conversar comigo e saber a minha versão dos acontecimentos. Aceitaram-na, porque eu não lhes minto... sabes, a mentira tem perna curta e logo se descobre a verdade... dizia-te, aceitaram a minha explicação, mas logo me pediram que não entrasse em conflito com os professores.
- Está bem, não achas?
(continua)
quinta-feira, novembro 05, 2015
Como em tudo ou em todo lado, existem sempre num grupo, pessoas ou instituições que demonstram, através de actos, classe, enquanto outras, apresentam comportamentos ou formas de estar que denigrem a referência, o centro da questão. E o mesmo acontece no ensino.
Sei que muitos são os que contestam a minha forma de pensar ou ver determinadas situações e até admito que possa estar errado. No entanto, enquanto não me provarem que estou, continuo a defender a minha dama, ou seja, forma de pensar.
Conheço, felizmente, muitos professores, os quais os olho como Mestres do ensino. E olho-os dessa forma, por que lhe reconheço mestria na transmissão dos seus saberes e sabedoria aos seus discípulos, motivando-os para a aprendizagem, ensinando-os a ouvir, em vez da doentia obsessão de os fazer falar, a saberem observar, em vez de virar a cara e a ponderar com reflexão, não julgando de imediato.
No entanto, como não há bela sem senão, também os há, aqueles a quem chamam de "professores", que mais não passam de máquinas de formatar mentes frescas, naquilo em que foram, também eles, formatados, depois de um tempo de rebeldia juvenil. São seres que debitam palavras sem sentimento, apontam o dedo, revendo-se no lugar do outro e não admitindo o que fizeram, que empurram os aprendizes para fora da carruagem, deixando apenas os que se permitem formatar.
São estes os "pontos negros" do ensino, que desvalorizam os Mestres que não estupidificam os aprendizes a Mestres. São estas as almas sem sentimento que não convivem, certamente, com os Mestres da Filosofia. São estes os elementos de uma máquina mal oleada que ostentam mentes quadradas, fechadas, sem ideias ou ideais.
Estes elementos, não criam progresso, mas estagnação. Irritam-se com um sistema que eles alimentam, impõem que os alunos se limitem a seguir a sua bitola, aquela que outros como eles, em tempos idos, lhes impuseram também, não deixando que haja uma autonomia de pensamento e opinião, pela simples razão de não a saberem perceber, compreender ou argumentar.
A estes "professores", solicita-se que parem, escutem e olhem. Não por que vem o comboio, mas sim porque ao seu redor existe um mundo em mudança permanente e até os cientistas já questionam se o Universo realmente surgiu como se defende há anos.
terça-feira, fevereiro 11, 2014
Uma motivação necessita-se!
Fala-se muito de proveito menos bom no ensino português, que os alunos se mostram muito abnegados ou que não efetivam as tarefas que lhes são solicitadas com gaudio de fazer ou saber, ou porque executam de uma ou outra forma. Acusa-se de futilidade os jovens, falta de discernimento de futuro, despreocupados de um modo geral.
Os alunos transportam consigo uma ferramenta de trabalho, não para si mas para os pais e professores, que tem a escopo de facilitar a comunicação entre as partes. Quando se inicia o ano lectivo, os pais têm de adquirir uma "caderneta do aluno" que, entre outras coisas, serve para permitir a simples comunicabilidade entre o professor e os pais.
Acontece que os professores apenas empregam o lado "negro" deste documento, fechando os olhos e a sua disponibilidade ao lado colorido do mesmo. Ou seja, os professores apenas utilizam a "caderneta do aluno" para remeter os recados aviltantes, quando o poderiam também fazer para enobrecer uma boa prestação de um aluno e assim transmiti-lo aos pais.
Se o fizessem, estou certo que motivariam muito mais os alunos, os pais e a eles mesmos. Esse enaltecer iria fazer com que a postura de alguns alunos alterasse e dessem inicio a um processo de recuperação de auto-estima, coisa que falta a muitos alunos e professores.
Felizmente conheço alguns professores que têm uma presença que faz com que os seus alunos tenham um comportamento positivo, de afeição e quase filantrópico, capazes de revelar uma condição de aprendizagem até então ignorada ou dissimulada.
Senhor(a) professor(a), quantos "recados" motivacionais já enviou aos pais dos seus alunos através da "caderneta do aluno"? - Estará a altura de fazer uma experiência, não?
Foto: PUCC
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