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terça-feira, janeiro 31, 2017
# Oito milhões e um devaneio
É sabido que se comemora, este ano, os cem anos das aparições de Cova de Iria, em Fátima. E como qualquer centenário, também este vai ser celebrado com grande carga emocional por parte dos católicos cristãos.
Ao que parece, segundo a organização do evento, que vai contar com a presença do seu representante máximo, o Papa Francisco, espera-se que estejam presentes nas festividades comemorativas, cerca de oito milhões de peregrinos, oriundos dos quatro cantos do planeta.
domingo, setembro 11, 2016
15 anos de terror
O dia estava solarengo e em nada fazia adivinhar tamanha tragédia. O povo norte americano preparava mais um dia de trabalho, cumprindo uma rotina que viria a ser destruída como o carreiro das formigas que é bloqueado por uma raspagem de pé humano sobre o mesmo.
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sexta-feira, julho 15, 2016
Comportamento xenofóbico ou racismo mal dissimulado?
É execrável e de uma cobardia extrema o que aconteceu em Nice. Atacar à má fé um conjunto de pessoas, de tantas e diferentes idades, que festejavam, alegremente, em comunidade, um dia de festejo local.
É abominável tal postura e intolerável que, num país que se encontra em nível de alerta tão elevado, permitissem as autoridades a presença daquele veículo naquele local, tanto tempo, tão disponível, sem uma averiguação capaz de dissipar qualquer eventualidade.
Jamais alguém poderá jubilar o ocorrido. Jamais alguém que tenha uma coisa no seu mais íntimo sentimento; humanismo! Alguém que saiba olhar para um ser vivo como um bem intocável, de valor incalculável.
Mas aconteceu; aconteceu que existe quem não saiba o que são sentimentos de fraternidade. Aconteceu que houve alguém que planificou, planeou, desenvolveu e protagonizou um ataque desprezível contra a Humanidade. Alguém que deliberadamente se atirou sobre uma multidão desprotegida, com velhos e crianças, numa mortandade atroz.
E todos temos de nos levantar numa só voz que será, certamente, insuficiente para que nos oiçam, pois o Monstro é anónimo, representa-se no mais insuspeito ser, surge do nada, do vazio e faz enormes estragos, para depois, em desfastio consagrar o feito e com ele fazer despertar o ódio, o rancor, a raiva, o desprezo, a angustia e a cólera que leva à vingança, à destruição, ao conflito, à guerra entre povos.
E um ataca o outro vindo das trevas e fazendo-se anunciar e o outro ataca um na volta do acontecimento e o um volta a ser atacado pelo outro e jamais esta ira vai terminar; pensar-se nessa realidade é uma utopia bárbara.
Mas olhando para o que aconteceu em França no último ano e meio, com o Charlie, o Bataclan e agora Nice, olhando de uma forma fria, não será tudo isto reflexo de um assoberbado racismo e estado xenofóbico bastante conhecido proveniente de grande parte do povo da terra da baguete?
É abominável tal postura e intolerável que, num país que se encontra em nível de alerta tão elevado, permitissem as autoridades a presença daquele veículo naquele local, tanto tempo, tão disponível, sem uma averiguação capaz de dissipar qualquer eventualidade.
Jamais alguém poderá jubilar o ocorrido. Jamais alguém que tenha uma coisa no seu mais íntimo sentimento; humanismo! Alguém que saiba olhar para um ser vivo como um bem intocável, de valor incalculável.
Mas aconteceu; aconteceu que existe quem não saiba o que são sentimentos de fraternidade. Aconteceu que houve alguém que planificou, planeou, desenvolveu e protagonizou um ataque desprezível contra a Humanidade. Alguém que deliberadamente se atirou sobre uma multidão desprotegida, com velhos e crianças, numa mortandade atroz.
E todos temos de nos levantar numa só voz que será, certamente, insuficiente para que nos oiçam, pois o Monstro é anónimo, representa-se no mais insuspeito ser, surge do nada, do vazio e faz enormes estragos, para depois, em desfastio consagrar o feito e com ele fazer despertar o ódio, o rancor, a raiva, o desprezo, a angustia e a cólera que leva à vingança, à destruição, ao conflito, à guerra entre povos.
E um ataca o outro vindo das trevas e fazendo-se anunciar e o outro ataca um na volta do acontecimento e o um volta a ser atacado pelo outro e jamais esta ira vai terminar; pensar-se nessa realidade é uma utopia bárbara.
Mas olhando para o que aconteceu em França no último ano e meio, com o Charlie, o Bataclan e agora Nice, olhando de uma forma fria, não será tudo isto reflexo de um assoberbado racismo e estado xenofóbico bastante conhecido proveniente de grande parte do povo da terra da baguete?
segunda-feira, novembro 23, 2015
A Europa vive, nos dias de hoje, o medo que um ataque terrorista, que dizem estar iminente, aconteça. Este é o maior ataque que o grupo terrorista Estado Islâmico está a conseguir ter, o de criar terror e temor nos cidadãos, não lhes permitindo viver tranquilos, obrigando-os a manterem o olhar nas costas e um alerta permanente.
Estou certo que tão cedo não haverá outro ataque como o que aconteceu em Paris. Eles, os terroristas, como lhes chamam, e bem, sabem que estão sob vigilância, apesar deste ser um jogo do gato e do rato. Parece-me, no meu ponto de vista, que irão aguardar o baixar da poeira e depois sim, sem aviso prévio, atacarem.
Com os ataques ocorridos em Paris e o alarme em Bruxelas, a organização terrorista conseguiu, essencialmente, que em cada cidadão surgisse a dúvida se, após sair de casa pela manhã, regressará a essa mesma casa ao final do dia. E essa dúvida obriga todos a se despedirem, ainda que não admitam, com um sentimento de despedida, onde o reencontro é sempre um estado de felicidade e alivio.
Isto não está correcto. Esta situação aumenta os níveis de ansiedade nas pessoas e cria distúrbios emocionais nas crianças. Mas estará o Estado Islâmico preocupado com isso? Pior... estarão os guerreiros políticos, aqueles que mexem nas peças do tabuleiro do jogo interessados nisso?
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