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terça-feira, novembro 29, 2016
# Uma cidade esquecida pela humanidade
Aleppo é uma cidade na Siria que tem milhares de pessoas, inocentes, debaixo de intensos ataques que matam e matam sem dó, sem piedade, sem emoção, sem perdão, sem razão.
Em Alippo, Bana é uma menina de 7 anos que escreve um diário no Twitter e onde conta cada ataque que sofre, sem nunca saber se amanhã poderá escrever novamente, sem saber se sobreviverá a mais uma investida.
domingo, julho 24, 2016
Assim nasce um ditador
14 de Julho de 2016; esta é a data que marca o nascimento de mais uma ditadura. A data onde o Mundo assistiu a um "golpe de Estado" orquestrado pelo regime turco, num sentido claro e inequívoco, do seu presidente, de ganhar maior poder nas ruas, de um povo cegado e manipulado, diminuindo a capacidade de luta legislativa dos seus opositores, criando uma mensagem indirecta, mas com aviso intrínseco que, quem não está com ele, está contra ele; "Não tenho poder para decidir, mas se o Parlamento decidir avançar pela reintrodução da pena de morte, não me irei opor.".
Erdogan, que nunca escondeu o seu desejo de rever instalada a pena de morte, após ter sido, em 2004, abolida, encontrou num golpe de Estado fantasma e teatral,desenvolvido, ardilosamente, sob uma fachada conspiratória mal amanhada, uma forma de, legalmente e sob um Estado de direito, desenvolver um processo de execução em massa dos seus opositores, que mais não será do que uma verdadeira mortandade, aos olhos da comunidade internacional que, de mãos, institucionalmente atadas, tal como na Síria, se limita a observar de cadeirão, as milhares de pessoas que vão sendo destituídas dos seus cargos e levadas para parte incerta, para serem dizimadas.
A comunidade internacional, a ONU e a UE, dizem nada poder fazer, uma vez que Erdogan foi eleito democraticamente; também o foi Saddam Hussein ao longo dos seus anos de presidência; e todos sabem que tipo de democracia havia naquele país e há noutros tantos.
Com a queda de um importante pilar da UE, como é a saída do Reino Unido, o surgimento oficial de uma ditadura na Turquia, geograficamente colocada num ponto sensível do Planeta, com os Russos à espreita de uma oportunidade para fazerem algum estrago que dinamite um ou outro pilar da paz mundial (que se encontra escondida não se sabe onde), o Trump a ganhar terreno na manipulação de umas mentes fracas e vulneráveis como são as do "amigo" povo Norte Americano e países que viviam de riqueza sustentada pelo petróleo e que se está a ver definhar numa economia de papelão molhado, como Angola e Venezuela, estamos, infelizmente, mais perto de uma 3ª Grande Guerra Mundial, do que longe dela. O rastilho vai queimando e não se sabe quando irá explodir a carga; será a 8 de Novembro de 2016, ou conseguirá o povo norte americano acordar a tempo de salvar a paz mundial, tal como nos filmes?
Não conseguindo o povo norte americano tal conquista, fazendo Trump vencer e proporcionando as ferramentas para o inicio da explosão xenófoba, ou seja, se se continuar a enterrar a cabeça na areia como a avestruz ou a assobiar para o lado, insistindo em não ver os extremos cada vez mais radicalizados, um dia não haverá retrocesso no desmantelamento das Nações, que está em marcha.
domingo, novembro 15, 2015
A amizade é um sentimento sem limites, quando verdadeira.
E será verdadeira? Será real, aquela que alegamos sentir por alguém?
Penso hoje que há tanta amizade por demonstrar e tanta, mas tanta amizade falhada.
Sinto que, contrariamente ao que se diz, a amizade não tem de ser de longe, mas pode ser de perto, de já, do momento antes do agora, da verdade, do sentimento, do momento.
E já que sentimos essa amizade, por que não a comemoramos?
E já que sabemos essa amizade, por que não a exuberamos, jubilamos e comemoramos?
Será a amizade um dinossauro de um tempo perdido?
Não o creio!
Quero aproveitar a amizade. Aquela verdadeira, a descomprometida de interesses, mas jurada de amor, carinho, fraternidade.
Quero juntar os meus amigos, aqueles que se sentem como tal e com eles usufruir do tempo que estivermos juntos.
Quero beber um copo de vinho com eles, num copo igual para todos, com a mesma quantidade de liquido, com as mesmas palavras, os mesmos sentimentos, a mesma harmonia.
Quero abraçar os meus amigos e dizer-lhes que os amo, pois amanhã pode ser tarde demais.
Os atentados em Paris, na Síria, no Iraque ou na Nigéria, fazem-nos, ou devem fazer-nos pensar no que realmente queremos, o que seguimos, o que desejamos.
quinta-feira, setembro 24, 2015
Migrantes da sua própria arrogância e ignorância
Segundo a definição de diversos dicionários portugueses, "Migrante" é aquele que muda de região dentro do próprio país ou mesmo de país. É o movimento, que pode ser de massas, como se vê actualmente com os migrantes que vêm da Síria, do Líbano, da Palestina e outros países mais, rumo à Europa, em busca de uma vida melhor.
Europa que se diz unida... sim, unida! União Europeia.
A verdade é que esta União Europeia, como lhe chamam os timoneiros, aqueles que sentados ao leme conseguem levar a nau a navegar ao sabor da boa correnteza, numa postura altiva, prepotente e cega. Esta União Europeia é sim unida nessa correnteza, assim como todos nós, marinheiros de uma nau à deriva, sem que nos apercebamos que tal assim é, até a maré virar e os timoneiros, aqueles altaneiros, lá no seu posto de comando nos dizerem que, com a maré contra, não sabem navegar.
Olhamos os migrantes de sul, levantamos-lhes barreiras, criticamo-los e esquecemo-nos que também nós somos migrantes de verão, quando nos deslocamos dentro do nosso país, nas mais diversas direcções e quando, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta saímos em massa, tal como acontece hoje, para outros países não apenas da Europa, mas do Mundo.
Se os migrantes de sul fogem de uma guerra militar e civil, de guerras étnicas e xenófobas, nós, do sul da Europa, nomeadamente os portugueses, fugimos de uma ditadura, para França, essencialmente e hoje fugimos de uma guerra social, financeira e económica, migrando em massa, para países do norte da Europa, essencialmente.
E ao longo deste processo todo, onde está a nossa suposta compaixão pelos povos sofredores? Ah, já sei! Apenas está quando eles estão longe e não nos incomodam. Assim podemos montar todos os movimentos de solidariedade, porque fica bem socialmente. Mas se eles vêm ter conosco, montamos muros, não de betão, como outrora se fez em Berlim, mas sim de arame farpado, homens armados e condições xenófobas.
Esta Europa, ou melhor, esta União Europeia, não passa de uma farsa de tamanho descomunal onde, quando tudo está bem é fácil de gerir, mas quando algum problema social, essencialmente, porque militar ainda não foi conhecido, mais ou menos, pois podia falar dos aviões russos que a sobrevoaram e a espiaram, mas social, as coisas complicam-se e, para além de não se conseguir um consenso de actuação, constata-se que não existe um plano de acção num pressuposto acontecimento futuro.
Resta saber o que farão os países do sul da Europa, quando a peste, aquela de que os leitores, os mais dois, para além de mim, se estão a rir deste meu devaneio, surgir e se disseminar nesses países como Inglaterra, Noruega, País de Gales, etc... certamente esta União Europeia irá erguer muros e obrigar que os migrantes provenientes desses países morram.
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