E, de repente, tudo acabou.
A luz apaga-se, numa escuridão, interminável, plena de um misto de saudade e culpa. O silêncio acontece, quando tanto ainda havia para dizer, tanto para ensinar, para aprender, para escutar.
É, para nós, vulneráveis mortais, difícil percebermos que muitos dos nossos mesquinhos comportamentos são meros incongruências psíquicas na sanidade mental e no equilíbrio emocional de não apenas nós próprios, mas envolvente, também, a quem nos rodeia.
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quarta-feira, novembro 30, 2016
quarta-feira, outubro 26, 2016
A tecnologia ao serviço dos semáforos
Os semáforos servem, como todos sabemos, para regularem o trânsito nas intersecções, por forma a permitirem que haja uma melhor fluidez do tráfego e um aumento na segurança rodoviária.
Todos sabemos que assim é, mas nem todos cumprimos essa indicação, nomeadamente, quando se trata de semáforos controladores de velocidade.
domingo, agosto 28, 2016
Os acordes no fundo da rua
Poderá o choro de uma guitarra e os gritos de uma harmónica apresentar, num eco profundo, que nem sempre alcança os mais sensíveis tímpanos, mostrarem que um par de extremidades dedilham a dor de, quem não vê, vai vendo o que o seu redor lhe reserva?
terça-feira, novembro 03, 2015
Levantei-me, com vontade de fazer algo diferente, algo revolucionário, irreverente. Abri a portada, em madeira, da janela do meu quarto, com alguma dificuldade, devido ao imenso tempo que esteve fechada e fui ofuscado por uma luz que não conhecia. Tinha estado tempo demais fechado naquele cubículo que me atrofiou o pensamento, me limitou a visão.
Saí, decidido, para uma rua que não sabia existir, que não conhecia e que, por alguns momentos, me deixou desorientado. Por momentos hesitei, é verdade, mas a minha vontade de partir era enorme. Caminhei em diante, determinado, sem olhar para trás, sem tentar perceber que distância me separava do ponto de partida.
Sim, era um rebelde. Fizera algo de diferente, arrojado, destemido.
Caminhei em direcção à linha de comboio, a uma linha que me levaria mais além, mais longe, a um lugar sem fim, sem destino definido. Conhecia o comboio, claro! Não era desconhecedor do mundo, daquele comum a todos os seres comuns. Corri, apressado para chegar...e cheguei!
Cansado, sentei-me num banco em madeira, cansado, desgastado pelo tempo, pela intempérie. Era um banco envelhecido e perdido num tempo já ido. Esperei! Esperei e esperei! E o raio do comboio nunca mais vinha. Levantei-me e caminhei de um lado para o outro. Nada!
Foi então que olhei ao meu redor e percebi o que se estava a passar... o tempo por mim passara sem que eu dera conta. O tempo já não contava na estação que escolhera. O tempo fugiu e não voltou. Tentei recuperá-lo, correndo atras dele. Ou melhor, tentando, pois as pernas já não me permitiam correr.
Percebi então que estava velho, cansado e já sem tempo. Agarrara-me demais a quem não merecia a minha aplicação, o meu respeito, a minha determinação, o meu tempo.
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