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quarta-feira, junho 24, 2020

Sorriso Par



Por ti sorri tão pouco
Ainda que me digas que não
Num tempo que foi louco
E nem sempre de razão.
Voamos os dois baixinho
Nos altos céus de sonhos
E deitados, quebrámos,
Amarrados ao cais do outro
Apenas observando
No silêncio da madrugada
O céu estrelado do olhar.

Por ti sorri tão pouco
Mesmo que se conte numa vida.
E em cada sorriso que dei
Mesmo que achasse louco
Era teu, sabes que sei,
O nosso sorriso par!

quinta-feira, agosto 15, 2019

#Somos o tempo que temos

Somos um conjunto de tempo,
Inacabado.
Um cronómetro decrescente,
Não parado.
Somos a perfeita imperfeição,
De cada lado,
Somos o pensamento,

terça-feira, janeiro 30, 2018

#Avaliação de desempenho tripartida


A avaliação é algo empírico à existência humana; avalia-se por tudo e avalia-se por nada. Avalia-se a cada segundo a atitude e o comportamento alheio, mas falha-se quando, cada um de nós, seja por arrogância ou medo do que se pode descobrir, não efectuamos uma auto-avaliação.

domingo, agosto 13, 2017

# Hora de sermos felies



Realmente, enquanto seres humanos, seres supostamente racionais, seres inteligentes, seres superiores - não sei a quê - temos mesmo muito a aprender. Não a aprender de modo académico ou de qualquer forma profissional, mas sim aprender a sermos felizes, saber aprender o que realmente interessa, saber ler que o que nos rodeia e devemos valorizar é a família; e o meu conceito de família, para quem me conhece, não são aqueles seres que, por uma institucionalização qualquer, foram, são ou passarão a ser classificados como tal. 

quarta-feira, novembro 30, 2016

# E tanto ainda havia para acontecer

E, de repente, tudo acabou.

A luz apaga-se, numa escuridão, interminável, plena de um misto de saudade e culpa. O silêncio acontece, quando tanto ainda havia para dizer, tanto para ensinar, para aprender, para escutar.

É, para nós, vulneráveis mortais, difícil percebermos que muitos dos nossos mesquinhos comportamentos são meros incongruências psíquicas na sanidade mental e no equilíbrio emocional de não apenas nós próprios, mas envolvente, também, a quem nos rodeia.

quinta-feira, novembro 10, 2016

# O que a história não ensinou ou o que não quisemos aprender?


O Planeta é redondo e andando, andando, acabamos sempre por voltar ao ponto inicial ou ver REPETIR-SE o que já aconteceu antes, que podemos ou não gostar, protagonizado pelos menos actores ou por outros, eventualmente.

sábado, novembro 05, 2016

# Socorro, fui às compras



Compras, compras e mais compras.
Minutos, horas, eternidades de tempo perdido à espera das damas, sentado num qualquer banco de um Centro Comercial; sentado não, estacionado...
O tempo não passa e corre desalmado num tic-tac interminável que me faz soar um desespero louco.
SOCORRO... será possível que haja gente que goste tanto de andar às compras, no meio de um multidão barulhenta, que se arrasta por caminhos entre expositores, arfando e largando um odor a transpiração.
SOCORRO... alguém que faça uma lei que proíba as pessoas estarem nas compras por tempo superior a...sei lá, cinco minutos? Parece-me um tempo razoável.
Estou estacionado já faz tanto tempo que ainda sou autuado por estacionamento abusivo.
Circular? Nem pensar, que as solas das botas se gastam em demasia, tais são os quilómetros que teria de percorrer.

quarta-feira, agosto 24, 2016

A Terra tremeu e o relógio parou!



A sapiência do povo não o prepara as intrigas que a natureza manhosa arquitecta, em conspirações perpétuas que a ciência e esses fantásticos  seres, os cientistas, tentam desvendar, quais espiões que se infiltram nos meandros mais obscuros das grandes organizações secretas.

E não será o planeta Terra uma enorme organização secreta, que nos permite vislumbrar apenas algumas das suas franjas, mas que conspira, nas profundezas, as mais diabólicas e destruidores ataques?

sábado, agosto 06, 2016

Tempo...



Damos conta que a idade começa a passar por nós quando, no final de um dia de trabalho, ao regressarmos a casa, de comboio, deixamos a cabeça pender sobre o vidro da janela e de repente, acordamos sobressaltados com um enorme estrondo (pelo menos na ocasião parece) e verificamos que todos estão a olhar na nossa direcção - a coisa está complicada - diz-nos um senhor com, seguramente, pela aparência física, mais uns quinze anos do que nós, mas que não adormeceu e não deixou cair o telemóvel e a mochila pelo chão.

Damos conta que o tic-tac dos anos vão passando, não pelos cabelos brancos - que esses são poucos -, mas quando a nossa cara-metade nos recorda que logo, logo, estamos no meio século; e damos connosco a pensar - como é que o tempo, este sacana, passou tão rápido?

domingo, julho 17, 2016

Tempo


Os ponteiros do relógio, aqueles que teimam em desaparecer e a dar espaço a números quadrados, obviamente vindos de um qualquer jogo de computador da década 80, marcam o tempo que vai passando, que por nós vai passando, tantas e tantas vezes sem nos apercebermos disso, outras vezes desejando que pare; e ele não pára, teimosamente, mas outras tantas vezes almejando que corra, que seja rápido, mais rápido que o relógio mais rápido do Mundo, aquele que conta os cem metros percorridos pelo Bolt...

Os ponteiros são os obreiros de um tempo pelo Homem inventado, pelo Homem definido e pelo Homem odiado. Já tenho pouco tempo, ou ainda me falta tanto tempo; esse tempo é tão ambíguo quanto misterioso, pois o mesmo tempo pode ser demasiado, ou demais limitado.

Assim, devemos valorizar cada fracção do tempo, desse definido por alguém, e aproveitar para sorrir, cantar (mesmo que não sejamos aceites pelos ouvidos cristalinos), dançar e viver. Devemos ser felizes, dentro do possível; preocuparmo-nos, essencialmente, com o nosso tempo e, não perder tempo, a olhar o tempo alheio, é que um dia podemos ter de parar e perceber que perdemos tanto tempo com o tempo alheio que agora já não temos tempo para o nosso tempo... aquele que nos resta!

quarta-feira, junho 22, 2016

Saiba como melhor se preparar para o seu exame de condução



Um exame de condução é a fase final do processo de aprendizagem e formação de quem pretende adquirir um título que o habilite a conduzir um veículo, seja ele de que categoria for. É sempre o ponto alto de todo o processo e pensar-se na palavra exame, provoca, de modo geral, um formigueiro na barriga.

Mas afinal, será o exame de condução uma prova tão difícil e complicada como a tradição do passa a palavra quer fazer parecer, ou não passa de um breve momento em que alguém vai avaliar os nossos conhecimentos teóricos e práticos e avalizar a nossa capacidade para enfrentarmos o meio rodoviário, sozinhos?

segunda-feira, fevereiro 08, 2016


Por mais que queiramos, nem sempre a gestão do tempo é efectuada a forma que mais desejamos. Ele escapa-nos por entre os dedos, como se grãos de areia se tratasse, não fosse a ampulheta uma forma de o contar e contabilizar.

Oiço cada grão cair, vejo-os partirem numa imensidão de tudo e de nada. Tento aproveitá-los para construir castelos que não se desmoronem e no entanto...consigo fazê-lo contra todas as expectativas. Os meus castelos continuam de pé, a minha crença... eu que não sou crente, continua firme, a minha luta continua lá.

Olho o relógio de soslaio; aquele que já parou ou que já parei e sorrio. Ele perdeu a luta e eu ganhei-a. Ele não soube quando parar e eu aprendi a fazê-lo. Ele perdeu a corda e eu recuperei-a. Ele, o relógio, aquele que morreu no tempo, já não existe e eu, este que no tempo venceu, continuo cá, aqui, tal como tu, tal como todos os que não baixaram os braços e riscaram na parede da vida cada passo, cada conquista, cada vitória.

domingo, novembro 22, 2015


Marca o relógio as 6:05 da madrugada e eu na rua a passear o MAX, antes de partir para mais uma jornada laboral. Se o "mabeco" tem de ter regras, temos de ser nós a ensiná-las.


terça-feira, novembro 03, 2015



Levantei-me, com vontade de fazer algo diferente, algo revolucionário, irreverente. Abri a portada, em madeira, da janela do meu quarto, com alguma dificuldade, devido ao imenso tempo que esteve fechada e fui ofuscado por uma luz que não conhecia. Tinha estado tempo demais fechado naquele cubículo que me atrofiou o pensamento, me limitou a visão.

Saí, decidido, para uma rua que não sabia existir, que não conhecia e que, por alguns momentos, me deixou desorientado. Por momentos hesitei, é verdade, mas a minha vontade de partir era enorme. Caminhei em diante, determinado, sem olhar para trás, sem tentar perceber que distância me separava do ponto de partida.

Sim, era um rebelde. Fizera algo de diferente, arrojado, destemido.

Caminhei em direcção à linha de comboio, a uma linha que me levaria mais além, mais longe, a um lugar sem fim, sem destino definido. Conhecia o comboio, claro! Não era desconhecedor do mundo, daquele comum a todos os seres comuns. Corri, apressado para chegar...e cheguei!

Cansado, sentei-me num banco em madeira, cansado, desgastado pelo tempo, pela intempérie. Era um banco envelhecido e perdido num tempo já ido. Esperei! Esperei e esperei! E o raio do comboio nunca mais vinha. Levantei-me e caminhei de um lado para o outro. Nada!

Foi então que olhei ao meu redor e percebi o que se estava a passar... o tempo por mim passara sem que eu dera conta. O tempo já não contava na estação que escolhera. O tempo fugiu e não voltou. Tentei recuperá-lo, correndo atras dele. Ou melhor, tentando, pois as pernas já não me permitiam correr.

Percebi então que estava velho, cansado e já sem tempo. Agarrara-me demais a quem não merecia a minha aplicação, o meu respeito, a minha determinação, o meu tempo.