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terça-feira, março 31, 2020

Ensaio sobre o amor - 9 - Matilde

(continuação)


MATILDE

Se há família que merece a minha ajuda, essa família é a de António e Manuela Pereira; pela carência económica, o seu estado social e, principalmente, pela humildade, educação e esforço que aqueles pais sempre fizeram para proporcionar o melhor ao seu filho, o pequeno Armando.
Aquele primeiro dia de escola mudou, definitivamente, a minha experiência como professora. A educação daquela criança, filho de pais com parcos estudos e alfabetização, fez-me parar e reflectir sobre a maneira de olhar as desiguais realidades e as veracidades escondidas na sociedade azinhaguense.

quinta-feira, março 26, 2020

Ensaio sobre o amor - 5


ANTÓNIO CEBOLA


- O meu filho! O meu filho! O meu querido filho! – pensei, ao escutar os primeiros choros do recém-nascido – Será menino ou menina? – indaguei-me.
- Parabéns! – congratulou-me Emília com um grandioso sorriso no rosto – Tem ali um belo rapaz.
- Um menino? – uma manifestação de enorme felicidade anunciou-se-me no rosto – Um filho macho! – murmurei.

sábado, janeiro 27, 2018

#As cores da escuridão - Prógolo



A azinhaguense sentia a repulsa de quem está na linha, com as costas no frio muro, prestes a ser fuzilado pelo esquadrão da morte das SS de Hitler, a não ser que ceda à chantagem do seu carrasco. Apetecia-lhe fugir, mas não tinha como nem para onde. Havia uma decisão a tomar.

quinta-feira, setembro 08, 2016

O meu filho não quer ficar na cadeirinha



O meu filho não quer andar na cadeirinha. Quando pode deixar de o fazer? - Esta é uma questão colocada por muitos pais/ mães, que, a cada viagem de automóvel, mesmo as de menor distãncia, sofrem com a intolerância dos seus filhos(as) ao sistema de retenção - vulgo, cadeirinhas.

sábado, agosto 27, 2016

O riso da sereia




Cada um é como cada qual e se todos fossemos iguais, que piada tinha tudo isto? - Nenhuma! As emoções, essas malandras que nos consomem, atingem-nos de forma diferenciada. E porque assim é, também nós, cada um de nós, reage ao acontecimento de forma distinta entre pares; é assim, pronto!

sexta-feira, outubro 02, 2015



Olá!
Já te disse hoje que te amo muito? Sim, que te amo!
Que te amo desde que nasci até ao dia em que partiste... tão nova que eras e tanto que ainda tinhas para me ensinar.
Já te disse hoje que sinto a tua falta, apesar de estares sempre comigo?
Sim, a tua falta. Aquele porto seguro que sabemos que tem sempre um ancoradouro para amarrarmos o nosso barco e nos sentirmos seguros, apesar de sabermos que depois, sim depois, teremos de voltar e enfrentar a tempestade.
Sim, voltar a enfrentar a tempestade, mas com maior capacidade, saber, confiança.
Já te disse hoje que te amo?
Amo-te de uma forma louca, podes dizê-lo, mas não me importo.
Amo-te como te amava quando estávamos ligados através do cordão umbilical.
Amo-te como naquele dia em que me deste força, coragem e confiança para ir sozinho para a escola... e mais tarde disseste-me que me tinha seguido ao longe, para ver se não me perdia.
Amo-te como nunca amei ninguém.
Um dia disseste-me que iria ser um grande pai... na verdade tenho um metro e oitenta de altura.
Agora que já sou pai, tento a cada dia transmitir aos meus filhos, teus netos, os valores que me ensinaste. Mas partiste tão cedo e não consegui aprender tudo.
Já te disse que te amo? Sim, amo!
Paro tantas vezes no tempo contigo na minha recordação. Aqueles momentos que foram só nossos, apenas nossos. Tantos momentos que não sendo bons, juntos riamos da estupidez dos mesmos e tornavamo-los engraçados. Sinto falta deles. Sinto falta desses momentos, dessas pequenas aventuras, dessa cumplicidade.
Dou tantas vezes comigo a pensar como seria se não me tivesses deixado daquela forma abrupta.
Dou comigo a coagitar de como seria, agora, tu e eu, eu e tu e todos os outros que nos rodeiam.
Sim, partiste cedo demais. Tinhas tantos sonhos. Tínhamos tantos sonhos.
Ficou tanto por fazer, tanto por dizer, tantos abraços por dar, beijos ao deitar por entregar...ficou tanto por fazer.
Já te disse hoje que te amo? Sim, amo!
Amo-te de uma forma silenciosa, só minha, interior.
Um dia, sim um dia, irei voltar a encontrar-te e juntos iremos continuar a nossa história.
Mas agora, agora vou continuar por aqui, a educar os teus netos e a tentar fazer-te feliz... sentires orgulho de mim.

                                                                      - Miguel Branco -